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Cuiabá, Junho de 2021

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Almanaque Cuiabá
A nova descoberta imediatamente provocou a migração para essa região, ficando conhecida como Lavras do Sutil

Córrego da Prainha, caminho das águas e do ouro cuiabano

A avenida Tenente Coronel Duarte esconde, sob seu leito, o antigo Córrego da Prainha, cordão umbilical que alimentou de ouro o antigo Arraial de Cuiabá.

Córrego da Prainha, caminho das águas e do ouro cuiabano

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Conforme o primeiro cronista de Cuiabá, José Barbosa de Sá, no ano de 1727 Miguel Sutil de Oliveira, de sua roça enviou dois indios para buscar mel. Quando retornaram, ao invés de mel trouxeram pepitas de ouro embrulhadas em folhas. Surpreso e maravilhado, Miguel Sutil seguiu o caminho apontado pelos índios atingindo a localidade que ficava no córrego chamado Prainha, afluente do rio Cuiabá.

Córrego da Prainha: onde tudo começou
A nova descoberta imediatamente provocou a migração para essa região, ficando conhecida como “Lavras do Sutil”,(foi apontado como a maior mancha que teria se achado em todo Brasil), tornando-se mais da metade da produção de ouro da América daquela época.

Assim é que se deu o povoamento ás margens do córrego chamado Prainha, que mais tarde seria a cidade de Cuiabá.

Um pouco de história
A avenida Tenente Coronel Duarte esconde, sob seu leito, o antigo Córrego da Prainha, cordão umbilical que alimentou de ouro e então nascente Arraial do Cuiabá. Com sua nascente na Avenida Miguel Sutil, próximo à rodoviária, se encontra hoje totalmente englobado na área urbana.

O Córrego atravessa canalizado, mas a céu aberto, os bairros do Araés e Baú, indo esconder-se, sob o leito da avenida do CPA, na pracinha em frente à sede de Ministério Público Federal.

Suas antigas encostas estão cheias de histórias e salpicadas de igrejas. As generosas Lavras do Sutil que tanto ouro produziram e  a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, quase tão velha quanto a cidade, antiga igreja dos escravos e, hoje, de forte devoção popular por conta do Santo padroeiro.

A famosa 'casa de prazer', conhecido como Palácio da Águias, que ficava próximo ao ponto de ônibus existente na subida do Morro da Luz, só resta na lembrança. Se falar ds velhas e belas pontes de pedras que existiram na Prainha também desapareceram, mas sempre presente no imaginário cuiabano, como a Ponte da Confusão e Ponte de João Gomes, entre outras.

Algumas coisas ainda sobrevivem no meio do caos urbano como o Chafariz do Mundéu, alimentado com águas que vinham de uma nascente do terreno da Santa Casa, situado na Praça bispo Dom José. O antigo Quartel da Força Pública, de 1862, atual Ganha Tempo, onde existiu a tipologia colonial. Lá no alto, mas ainda ribeira da Prainha, se vê a Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho, local sagrado desde 1726, com uma pequena capela, e com a atual Igreja neogótica iniciada em 1918. Mais para o final, sempre à sua margem, a Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora do Colégio São Gonçalo, da década de 1920.

Até 1962 a Prainha era um pequeno riacho serpenteando o fundo de quintais, data em que foi aberta a avenida e canalizado o córrego. Em 1974 surge a Avenida Rubens de Mendonça e a Avenida do CPA, dando continuidade a maestria desta via central da cidade no sentido leste. Em 1978 o córrego é coberto.

 

Esse texto foi extraído do Livro: Cuiabá - De Vila a Metrópole - Arquivo Público do Estado de Mato Grosso - Editora Entrelinhas – 2006.
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Davi Silva

Davi Silva

BELAS E SAUDOSAS MEMÓRIAS DA NOSSA CUIABANIA.
Davi Getulio
Gestor Ambiental
Esp. Saúde do Trabalhador
Compositor e Guia de Turismo
★★★★★DIA 16.04.17 20h39RESPONDER
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