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Cuiabá, Dezembro de 2018

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Almanaque Cuiabá

Mais de 70 chefes de estado se reuníram neste domingo (11) em cerimônia para lembrar os 100 anos do armistício da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), conflito que levou à reconfiguração de toda a Europa e por impor uma série de derrotas aos alemães – que, 21 anos mais tarde, invadiriam a Polônia e iniciariam o genocídio nazista da Segunda Guerra.
O presidente francês, Emmanuel Macron, foi o anfitrião da solenidade, realizada no Arco do Triunfo em Paris, na França. Durante seu discurso, ele defendeu o "legado de paz" deixado pelo encerramento da Primeira Guerra Mundial pregou a união internacional contra a ignorância, a fome, o aquecimento global e o "obscurantismo contemporâneo".

"A lição da Grande Guerra não pode ser a de rancor de um povo contra outro. [...] O patriotismo é exatamente o contrário do nacionalismo e do egoísmo. Somemos nossas esperanças no lugar de colocarmos nosso medo uns aos outros", disse Macron.
Também estavam presentes à cerimônia a premiê alemã, Angela Merkel; o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker; o presidente norte-americano, Donald Trump ; e o russo Vladimir Putin.

O papa Francisco também relembrou o armistício da Primeira Guerra em missa celebrada no Vaticano, afirmando que o episódio faz uma "severa chamada a rejeitar a cultura de guerra e a buscar todos os meios legítimos para pôr fim a conflitos".
Nesse sábado (10), Trump teve reunião particular com Macron e também se encontrou com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan. A portas fechadas, os dois conversaram por 45 minutos e discutiram uma reação conjunta pela morte do jornalista Jamal Khashoggi , assassinado dentro de embaixada da Arábia Saudita.
Antes da cerimônia em memória ao armistício, ao menos duas manifestantes do grupo Femen conseguiram burlar a barreira policial e protestar em frente ao carro que transportava Donald Trump na avenida Champs-Élysées. As mulheres, com os seios nus, exibiam inscrições como "falsos pacificadores", "criminosos de guerra" e "parada da hipocrisia", em críticas às lideranças mundiais.

O fim da Primeira Guerra Mundial
A Primeira Guerra foi oficialmente encerrada no dia 11 de novembro de 1918, quando o Exército da Alemanha concordou com um armísticio dias depois de o Império Austro-Húngaro, seu parceiro na Tríplice Aliança, fazer o mesmo, no dia 4, garantindo a vitória dos Aliados – representados principalmente pela França e pelo Império Britânico. Os EUA entraram no conflito em 1917, mesmo ano em que a Rússia o abandonou como resultado da Revolução de Outubro, que culminaria com o início do período soviético no país.
Além do desenvolvimento de armamentos pesados até então inexistentes, entre as consequências da Primeira Guerra Mundial houve a desintegração dos impérios Otomano e Austro-Húngaro, o fortalecimento dos EUA no cenário mundial e a assinatura do Tratado de Versalhes, em 1919, que impôs uma série de penalidades à Alemanha – entre elas a perda de colônias como Alsácia e Lorena, entregues à França – que colaborariam para reforçar o revanchismo no país e levá-lo a iniciar o conflito seguinte, no qual mais de 70 milhões perderiam suas vidas.
*Com informações e reportagem da Ansa

Cerimônia para lembrar os 100 anos da 1ª Guerra Mundial é marcada por protestos e ácidas críticas

Antes da cerimônia em memória ao armistício, ao menos duas manifestantes do grupo Femen conseguiram burlar a barreira policial e protestar em frente ao carro que transportava Donald Trump na avenida Champs-Élysées

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Cerimônia para lembrar os 100 anos da 1ª Guerra Mundial é marcada por protestos e ácidas críticas

Reprodução/Twitter - @Elysee Centenário do fim da Primeira Guerra Mundial foi lembrado em evento realizado no Arco do Triunfo, na França

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