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Cuiabá, Dezembro de 2017

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Almanaque Cuiabá
Andar à noite pelas ruelas já era perigoso. Mas somente a partir de 1874 é que o problema da iluminação pública começou a ser resolvido.

Azeite extraído de cardumes de lambaris gerou luz em Cuiabá no século 19

A iluminação pública, até meados do século XIX, era feita com azeite extraído dos cardumes de lambaris, retirado na piracema, fenômeno aqui também conhecido como lufada.

Banco de Dados/AC
Azeite extraído de cardumes de lambaris gerou luz em Cuiabá no século 19

A escuridão tomava conta das ruas de Cuiabá desde a sua fundação. Era um breu total.

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A terceirização dos serviços foi formalizada pela administração da Província. Antes do anoitecer, entravam em cena dois servidores: um acendia e o outro apagava os lampiões de azeite existentes ao longo dos trechos da cidade. Mais tarde a Intendência Municipal, hoje denominada Prefeitura Municipal, passou a se responsabilizar pelos serviços.

Logo os postes seguiam rua adentro, mas onde a sua colocação era inviável fincava-se um pedaço de madeira como um braço sobre a calçada ou nas paredes das casas. Na ponta da madeira, era colocado um lampião com proteção de vidro que logo levou o apelido popular de 'geringonça', nome dado até ser substituído pela iluminação de gás acetileno.

Em 1906 foi instalado em Cuiabá o primeiro gasômetro cuiabano no Liceu Salesiano São Gonçalo. Três anos mais tarde o intendente municipal, coronel Avelino Antônio de Siqueira implantou um sistema de iluminação pública mais moderno construindo dois gasômetros, sendo um na praça Alencastro e outro na praça Ipiranga, irradiando tubos de gás para as artérias urbanas e para outro gasômetro instalado no quartel da polícia.

A energia elétrica só chegou a Cuiabá por volta da segunda metade do século XX, sob autorização da Assembleia Legislativa dada ao governo para contratar empresas a executar serviços de iluminação da cidade por meio de eletricidade.

O motor gerado a vapor d'água implantado no Porto serviu de energia para a cidade, abastecendo muito tempo a estação da Caixa d'água Velha. Mais tarde, já usando Força da usina do Casca, instala-se no Morro da Prainha uma nova estação de energia, daí surgindo o nome de 'Casinha da Luz' ou 'Morro da Luz'.

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