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Cuiabá, Fevereiro de 2020

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Almanaque Cuiabá

Conhecendo o autor

Adauto Dias de Alencar nasceu na Fazenda Lagos da Pedra-CE, cidade precursora de Assaré, aos 10 de agosto de 1931, filho de Francisco Dias de Alencar e Gertrudes da Silva Pereira.

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Adauto Dias de Alencar (Assaré-CE, 10/08/1931 - Cuiabá-MT, 17/10/2013). Advogado, filósofo, professor, historiador e escritor (Assaré-CE, 10/08/1931 - Cuiabá-MT, 17/10/2013). Fez o estudo primário no Rio de Janeiro e parte do ginásio em Cuiabá, retornando ao Rio de Janeiro onde fez o Curso Clássico na Moderna Associação Brasileira de Ensino e na mesma cidade formou-se em Direito pela Faculdade Cândido Mendes. Retornou a Mato Grosso em 1965, sendo nomeado diretor da Escola Normal Dr. Hermes Rodrigues de Alcântara, de Santo Antônio de Leverger, e em seguida nomeado para promotor de Justiça, na mesma cidade, cargo do qual foi exonerado por falta de um “padrinho político”. Amigo do prefeito da cidade, foi então nomeado procurador fiscal do município. Exerceu também advocacia em Cuiabá, sendo nomeado delegado regional, cargo do qual desistiu por falta de apoio do governo do Estado. Tendo passado em concurso, foi nomeado defensor público em Mato Grosso, assumindo em Cáceres-MT, de onde foi transferido para Campo Grande e mais tarde para Cuiabá, onde assumiu toda a defesa no Tribunal do Júri. Formou-se ainda em Filosofia - Cadeira de Letras, vindo a exercer o magistério na Universidade Federal de Mato Grosso, lecionando latim e literatura portuguesa. Foi membro da Academia Mato-Grossense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, dentre outras associações, inclusive de outros estados. Especializou-se na pesquisa e na investigação da história de Mato Grosso, na área de genealogia, produzindo diversas obras literárias em prosa e em verso. De sua notável produção literária e histórica destaca-se a série Roteiro Genealógico Mato-grossense, em diversos volumes. Alencar foi um dos principais participantes da comissão que oficializou o Hino de Mato Grosso, em 1983. Adauto que estava aposentado de suas funções como procurador desde 1992, veio a falecer de causas naturais e foi sepultado no cemitério do Bairro do Porto. 

 
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