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Cuiabá, Novembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

Conhecendo o autor

Sagrado Presbítero em Roma, no dia 17 de janeiro de 1909, celebrou missa na Basílica de São Pedro.

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...Dom Francisco de Aquino Corrêa, carinhosamente chamado por Dom Aquino, nasceu em Cuiabá no ano de 1885 e era filho de um migrante goiano(Antônio Thomas de Aquino Corrêa) com uma senhora da elite local (Maria de Aleluia Guadie Ley). ‘Chiquinho da rua nova‘ chamou a atenção desde muito cedo pela inteligência exagerada, educação refinada e carisma com que contagiava a todos.

Ainda na adolescência tomou a difícil decisão de ingressar no sacerdócio católico, após ouvir muitas opiniões, conversou com o padre Rafael Traversa, missionário entre os índios Bororos, que lhe perguntou: ‘Chiquinho, imagine estar no final da sua vida, e lhe indague assim: ‘Nesta hora extrema da minha existência, o que eu quisera ter sido? O que eu quisera ter feito? O que sua consciência lhe disser, faça!‘ Decidiu pela vida religiosa.

Em novembro de 1902, Francisco deixa o lar paterno para sempre e ingressa no noviciado Salesiano, no Coxipó, e em março de 1903 recebe a batina. Entre 1904 e 1909, Francisco estuda Filosofia e Teologia em Roma-Itália, doutorando se, aos 23 anos de idade, em ambas as ciências e em janeiro de 1909 é ordenado sacerdote e reza sua primeira missa, na Catedral de São Pedro, em pleno Vaticano.Finalmente em julho de 1910, 6 anos após sua partida, volta a Cuiabá, o agora, Padre Dom Aquino.

De volta a Cuiabá, o Padre Aquino assume funções de direção no Colégio São Gonçalo(Diretor de Estudos, Secretario e Diretor Geral) de 1910 a 1914. No dia em que completou 29 anos, foi nomeado Bispo! Aliás, o mais jovem Bispo da Igreja Católica, provavelmente, até hoje. Na condição de Bispo permaneceu por 7 anos, sendo em 1921 nomeado Arcebispo de Cuiabá, rejeitando assumir a recém criada Diocese de Belo Horizonte-MG.

A política em Mato Grosso pegava fogo, o governador Caetano de Albuquerque eleito em 1914, foi deposto, administrava nosso Estado um Interventor Federal, as eleições estaduais se aproximavam e o Presidente da República Wenceslau Bras procurava um nome que acalmasse os ânimos exaltados. Tentou se o Coronel Rondon, que não aceitou e então os partidos rivais Liberal e Republicano e o Presidente do Brasil resolveram conclamar o Bispo Dom Aquino, que após muita pressão, aceitou! Foi eleito Governador de MT(1918-1922) por consenso,com a missão de pacificar Mato Grosso.

Na primeira metade da gestão conseguiu acalmar o ímpeto dos dois partidos pelo poder, porém a partir do terceiro ano, os dois partidos que se uniram para eleger Dom Aquino, se voltaram contra o Governador e passaram a fazer dura oposição, o que levou o Governador-Bispo a solicitar do Núncio Apostólico no Brasil autorização para renunciar ao cargo, o que lhe foi negado pela Igreja.

Ao deixar o Governo em 1918, já na condição de Arcebispo, Dom Aquino se dedica integralmente à Igreja e à Cultura, chegando em 1926 à Academia Brasileira de Letras. Intelectual de scol, poeta magistral, orador maior de MT, espírito grandioso e de elegância moral, Dom Aquino será sempre exemplo às novas gerações de brasileiros.

 

OCUPAÇÃO POLÍTICA
Cargo: 19.º presidente do  Estado de Mato Grosso
Período: 22 de janeiro de 1918 até 21 de janeiro de 1922
Antecessor(a): Cipriano da Costa Ferreira
Sucessor(a): Pedro Celestino Correia da Costa 
DADOS PESSOAS
Nacionalidade: brasileiro
Naturalidade: Cuiabá - MT
Nascimento: 2 de abril de 1885
Progenitores:
Mãe: Maria de Aleluia Guadie Ley
Pai: Antônio Tomás de Aquino Correia
Alma mater: Pontifícia Universidade Gregoriana
Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino
Religião:  Católico
Profissão: Episcopado, escritor
Data e local de falecimento: 22 de março de 1956 (70 anos) - São Paulo - SP 
ATIVIDADE ECLESIÁSTICA
Ordem
Salesianos
Ordenação e nomeação:
Ordenação presbiteral: 17 de janeiro de 1909
Roma
Nomeação episcopal: 2 de abril de 1914
Ordenação episcopal: 1 de janeiro de 1915
Catedral de Cuiabá
por dom Carlos Luís d'Amour
Nomeado arcebispo: 26 de agosto de 192
 

 texto:professor e ex-prefeito de Cuiabá Wilson Santos ao jornal A Gazeta 

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