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Cuiabá, Janeiro de 2019

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Almanaque Cuiabá

O caixão de defunto

Um dos fatos ocorridos lá pelas bandas e de Nossa Senhora da Guia e Brotas, e que sempre foi muito comentado por quem dele tomou conhecimento pela boca do povo.

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Falecido certo cidadão na Vila de Brotas, em Acorizal, de imediato foi encomendado pelos seus familiares um caixão de defunto para o sepultamento. E lá seu foi seu Balbino, um motorista muito conceituado, com o mesmo velho caminhão Chevrolet Gigante, descendo às pressas para Cuiabá a fim de efetuar a compra da encomenda da família do distinto morto.

Já em Cuiabá, Balbino tomara as devidas providências junto a Empresa Funerária Cristiano Garcia.

De volta, com o caixão em cima da carroceria do velho caminhão, nas proximidades da Ponte do Bandeira, Gregório, seu fiel ajudante, que não quis ir na cabine para cuidar da urna mortuária, procurou a lona para se abrigar da chuva que de repente começou a cair.

Como não achou a lona, Gregório, já meio “calibrado” por umas tantas “biritas”, por incrível que pareça, decidiu entrar no caixão funerário e deitar-se, puxando em seguida sobre a urna mortuária a tampa para se proteger completamente da chuva.

Na Guia, em frente a pensão do seu Alexandre, um grupo de rapazes, todos almofadinhas, aguardavam qualquer condução para levá-los a uma festa em Baú. E, por coincidência, surge o caminhão de seu Balbino, que de imediato deu carona ao pessoal. Tudo foi muito rápido porque ainda chovia...

No trajeto que o caminhão ia cobrir até chegar ai seu destino, a rapaziada tagarelava, mas olhando com certo respeito no preto do caixão de defunto.

De repente, a tampa do caixão se abriu e Gregório perguntou:

– Já passou a chuva?...

Pra que, gente!!!...

Não ficou ninguém na carroceria, com todos os rapazes saltando ao mesmo tempo, embora com o caminhão em movimento. Alguns até chegaram a se machucar com os tombos que levaram...

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