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Cuiabá, Novembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

Conhecendo o artista

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Jonas Ferreira Barros nasceu em 1967 é cuiabano, pintor, desenhista, objetista e autodidata.
Ele começou a expor suas obras em 1986, quando participou do Salão Jovem Arte Mato-grossense, evento realizado pela Fundação Cultural de Mato Grosso.
Desde então, o artista acumula uma série de prêmios e tem levado a sua arte para diversas partes do Brasil e do mundo.
Autodidata, este cuiabano de 39 anos conta que era atleta antes de começar a pintar sua cuiabanidade por aí. Dentro de seu aprendizado como pintor ele conta que sempre investiu na pesquisa de novos materiais que o levaram a um trabalho sempre inovador. 
Em sua estrada Jonas gosta de inovar. Já utilizou como materiais de criação o desenho, a foto, a pintura em acrílico e objetos. Talvez os objetos entrem em suas obras pela busca constante de uma identidade sempre em movimento, quer seja pela influência das duas vidas que vive a rural (tradição da família), quer seja pela urbana (no meio em que vive).

Em 1993, participou do Salão Nacional Contemporâneo de Ribeirão Preto/São Paulo.

Em 2000, destacou-se trabalhos de interação com o ambiente urbano. 

Ele participou da exposição “Grande Olhar 1 e 2”, na Estação Rodoviária e no Mercado Municipal de Cuiabá, da exposição “Artistas do Século”, no Museu de Arte Cultura Popular – MACP, da UFMT, e do projeto “Arte em Trânsito”, também em Cuiabá.

Em 2003, participou como representante brasileiro na coletiva “El Amazonas”, no Museu Nazinale Di Castel Sant’angelo, em Roma/Itália. Além de diversas exposições e mostras no interior de Mato Grosso, mais recentemente, ele participou do “Circuito Cultural Lusófono”, do Palácio Cabral, em Lisboa/Portugal.

Para Aline Figueiredo (artista plástica), a pintura de Jonas Barros tem sabor de hedonista, despertando grande prazer visual. As cenas de enfoque são breves e traduzem sensações profundas. Formas sintéticas, cores chapadas e quentes, algumas nuances delicadas na investigação das texturas, tudo se une para mostrar uma comunicação expressiva e imediata.

O exercer da sensibilidade estética não prescinde a técnica repetida até a exaustão. “São necessários instrumentos e ferramentas para materializar cada proposta, cada aproximação”. Eu acredito no trabalho. Não há outro caminho para a criação”. É exaurindo pincéis que ele prossegue trabalhando até ver uma aproximação, a mais fiel possível, da concepção abstrata que abrigava antes apenas a sua mente e passa a ter formas e cores para o mundo.

Jonas destaca ainda o papel das cores em suas composições. A consciência de seus significados e efeitos nas sensações humanas guia escolhas estéticas. Para ele, o grande desafio do pintor é fazer com que em a variância de espectros se assente harmoniosamente em cada tela. “A questão maior não é a individualidade das cores, mas o seu equilíbrio, seu agrupamentos nos trabalhos”.

O artista se diz simultaneamente influenciado e diferenciado da geração de artistas plásticos que o precedeu.

Afirma ser fruto de um momento muito positivo e fecundo das artes plásticas no Estado sendo atravessado pela estética de outros criadores como Gervane de Paula, Benedito Nunes, João Sebastião.

Mas em sua própria produção, ele pretende sintetizar influências com a marca do novo.“Tenho que caminhar em direção a algo que não foi feito. Tomo como princípio a necessidade de ir além das gerações anteriores”.

Esse movimento de expansão passa também por universalizar temáticas primeiramente regionais. “Creio na necessidade de pôr em esferas universais as temáticas locais para a arte acontecer”.

No âmbito nacional, Jonas reconhece no conjunto modernista uma grande fonte de diálogo. “ A preocupação com a identidade brasileira e com a cultura popular também está nas minhas obras”. 

Jonas quer levar o seu trabalho a mais pessoas. “Preciso continuar. Não posso estagnar. O objetivo é levar a arte de Mato Grosso mais longe possível”.

Seus projetos convivem com as dificuldades das políticas culturais do Estado, dentre as quais sublinha a falta de espaços adequados para a exposição e a distribuição de recursos públicos pautada mais intensamente na quantidade de trabalhos a serem contemplados do que na qualidade dos mesmos.

Entre obstáculos e pressões de um contexto em que o mercado se agiganta sobre as subjetividades de cada criador, ele adota uma postura de recolhimento diante do que possa ingerir no que considera ser o que ele tem de mais importante para contribuir com a sociedade. “É preciso proteger a arte e o artista. O Brasil tem que desvincular cultura e assistência social. A arte não pode ter essa responsabilidade. Ela não tem responsabilidade nem com ela mesma.”

E protegida a arte perdura. Perdura entre gerações e contextos que se alteram, novas vanguardas e tendências que se vão.“A arte tem esse diferencial de permanecer quando os demais tipos de trabalhos se forem”.

 

Fonte: Sociedadedospoetasamigos/ Diario de Cuiabá / Olhar Direto / Folha do Estado / Grande Cuiabá / Qqesse / Rai Reis / Drizzy / Gazeta Digital
Todos direitos autorais reservados ao autor .
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