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Cuiabá, Dezembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

Conhecendo o artista

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Humberto Augusto Miranda Espíndola nasceu em Campo Grande, no dia 4 de abril de 1943. É um artista plástico brasileiro, criador e difusor do tema bovinocultura.

Bacharel em jornalismo pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica do Paraná, Curitiba, em 1965, começa a pintar um ano antes. Também atua no meio teatral e literário universitário.

Espíndola foi o primeiro artista do Centro-Oeste a se destacar no cenário da arte contemporânea brasileira.

Um dos fundadores da arte contemporânea na região, ele foi pioneiro no uso de novos suportes e na criação de instalações e de objetos. Sua obra foi mostrada nas Bienais de São Paulo, Veneza, Paris, Medelim.

Nascido em Campo Grande, onde iniciou sua trajetória, formou-se em jornalismo em Londrina e depois residiu em Cuiabá, onde fez grandes contribuições para o circuito de arte local, como a criação do Museu de Arte e Cultura Popular da Universidade Federal do Mato Grosso. Retornou novamente a Campo Grande e veio a assumir a Secretaria Estadual de Cultura e também a Diretoria do Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul.


É difícil traçar o próprio perfil em poucas linhas. Vejo em mim muitas vidas quando olho para trás. E tenho muitas facetas no meu cotidiano. Mas meu humor é estável, pelo menos isso. Se você olhar minha trajetória artística pode ser um bom começo para saber quem ou como sou, e o que já fiz e continuo fazendo.(Humberto Espíndola)

Os papéis de artista, gestor e ativista cultural se mesclaram na trajetória de Humberto Espíndola, cuja obra reflete a sociedade e a economia do Mato Grosso e de todo o Centro-Oeste.

O artista  é um nome destacado na história da cultura brasileira, sendo considerado um dos principais artistas plásticos da região centro-oeste. Num estado com mais de 30 milhões de cabeças de gado, ele é conhecido como o ‘pintor dos bois’. A cotação da sua ‘arroba’ é a mais cara do estado e comprador não falta. O segredo é que os bois de Humberto não morrem jamais. Tornam-se imortais depois de soltos entre os quatro cercados da tela.

Espíndola apresenta o tema Bovinocultura em 1967, no IV Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, em Brasília. No mesmo ano é co-fundador da Associação Mato-Grossense de Arte, em Campo Grande, onde atua até 1972. Em 1973 participa do projeto e criação do Museu de Arte e Cultura Popular (que dirige até 1982) e colabora com o Museu Rondon, ambos da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. Em 1974 cria o mural externo, em pintura, granito e mármore, no Palácio Paiaguás, sede do governo estadual de Mato Grosso, e em 1983 é co-fundador do Centro de Cultura Referencial de Mato Grosso do Sul. Em 1979 colabora com o livro Artes Plásticas no Centro-Oeste, de Aline Figueiredo, que em 1980 ganha o Prêmio Gonzaga Duque, da Associação Brasileira de Críticos de Arte. Em 1986 é nomeado primeiro secretário de cultura de Mato Grosso do Sul, permanecendo no cargo até 1990. Em 1996 cria o monumento à Cabeça de Boi, em ferro e aço, com 8 m de altura, na Praça Cuiabá, Campo Grande.

Humberto Espíndola realizou várias exposições, no Brasil e em outros países. Ganha vários prêmios, incluindo o prêmio de melhor do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte. Possui obras em museus como o Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Prêmios
1968 - Prêmio Prefeitura no III Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul;
1968 - Prêmio Prefeitura Municipal no III Salão de Arte Contemporânea de Campinas;
1968 - Grande Prêmio cidade de Santo André no I Salão de Arte Contemporânea de Santo André;
1968 - Prêmio aquisição no I Salão Oficial de Arte Moderna de Santos, São Paulo;
1969 - Prêmio aquisição na III Exposição Jovem Arte Contemporânea, Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo;
1969 - Prêmio Prefeitura Municipal no I Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte;
1975 - Prêmio aquisição no II Concurso Nacional de Artes Plásticas da Caixa Econômica de Goiás, Goiânia;
1977 - Prêmio de melhor do ano em pintura, Associação Paulista de Críticos de Arte;
1979 - Prêmio aquisição no XXXV Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba;
1980 - Prêmio aquisição no I Salão Arteboi, Montes Claros, Minas Gerais;
1981 - Prêmio aquisição no I Salão Regional de Arte da Prefeitura Municipal de Goiânia.
2008 - Marco Comemorativo do Centenário da Imigração Japonesa (aço, 7.20 x 1.60 x 1.20m), Três Lagoas, MS.
2007 - Representa o Brasil no 4º Festival América do Sul, Corumbá, MS.
- Pinturas e gravuras, individual no Espaço Cultural do Shopping Campo Grande.
2006 - Monumento Bovinocultura - O carro-chefe (ferro e aço, 4.10 x 8 x 3.50m), Cuiabá.
- Mural externo Bovinocultura - Pavilhão (pintura, 800 m²), Edifício Salim Kassar, Corumbá, MS.
- Territórios, coletiva no Museu de Arte Contemporânea/MAC/USP, São Paulo.
- Bovinocultura: Obras recentes, individual no Centro de Eventos do Pantanal, Cuiabá.
- Abstrações rurais, individual no Espaço Cultural do Shopping Campo Grande.
2005 - Arte Campo Grande, coletiva no Armazém Cultural, Esplanada da Ferrovia, Fundação Municipal de Cultura, Campo Grande.
- Pequenos formatos, individual/lançamento do site no Shopping Campo Grande.
2004 - Homenagem Especial da Associação Brasileira de Críticos de Arte/ABCA, pela carreira artística e contribuição à cultura brasileira.
- Arte Brasileira: Anos 60 e 70, coletiva em Juiz de Fora, MG.
- Artes Plásticas em Mato Grosso no Século XX, coletiva do Studio Centro Histórico, Cuiabá.
2003 - BrazilianArt III, coletiva de lançamento do livro homônimo em São Paulo, SP e Rio de Janeiro.
- A arte atrás da arte, coletiva no Museu de Arte Moderna/MAM, São Paulo, SP.
- Bovinocultura 1967/2002 - Panorama Retrospectivo, individual no Museu de Arte de Londrina, PR.
2002 - Política, moda e arte, coletiva no Museu de Arte Moderna/MAM de São Paulo.
- Bovinocultura 1967/2002 - Panorama Retrospectivo, individual no Museu de Arte Contemporânea/MARCO, Campo Grande, MS e no Museu de Arte e de Cultura Popular/MACP, UFMT, Cuiabá.
2001 - Touros e Onças, com João Sebastião Costa, Espaço Cultural do Shopping Campo Grande.
- Cores de Março, coletiva na Galeria do Yázigi, Campo Grande.
2000 - Bovinocultura 1967/99 - Panorama Retrospectivo, individual na Casa AndradeMuricy, Curitiba.
1999 - Ibypitanga, coletiva inaugural da Art Galeria Mara Dolzan, Campo Grande.
- Grafias eletrônicas, individual inaugural da Galeria Yázigi, Campo Grande.
1998 - Inter-Cidades, coletiva em cidades de MS, produção Art Galeria Mara Dolzan.
- Rodeios, individual na Galeria do SESC Horto (mostra inaugural), Campo
1997 - Seis Artistas Brasileiros: Dimensões do Ser e do Tempo, coletiva no Museu de Arte de Cochabamba e Museu de Arte de La Paz; Kingsman Foundation, Quito e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo/USP.
- Painel interno Memórias de Mato Grosso do Sul (328x375cm), Casa da Memória Arnaldo Estevão de Figueiredo, Campo Grande.
1996 - Viva Brasil, coletiva no Museu de Arte Contemporânea da Universidade do Chile.
- Expobrasil/96, coletiva em Tóquio, produção Galeria Art-Con.
- Monumento Cabeça de Boi (escultura em ferro e aço, 8x2.50x0.30m), Praça Cuiabá, Campo Grande.
1995 - Individual no Museu de Arte e de Cultura Popular/MACP, UFMT, lançamento do livro A Propósito do Boi, de Aline Figueiredo, Ed. UFMT 1994, Cuiabá.
1993 - Sala Especial no XX Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP.
- Individual no Museu de Arte Contemporânea/MARCO, Campo Grande.
1992 - EcoArt, coletiva da Eco 92 no Museu de Arte Moderna/MAM, Rio de Janeiro.
- Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba.
1990 - Pintura Contemporánea de Brasil, coletiva na Casa Rômulo Gallegos,
- Olhar Van Gogh, coletiva no MASP, São Paulo.
- Individual no Museu Guido Viaro, Curitiba.
1989 - Representa o Brasil na II Bienal Internacional de Cuenca, Equador.
1987 - Individual na Sadalla Galeria de Arte, São Paulo.
- 20 Anos de Bovinocultura, individual no Centro Cultural José Octávio Guizzo, Campo Grande.
1986 - Individual na Art-Con Galeria de Arte, Campo Grande.
1985 - Nelores, individual por ocasião do I Leilão de Gado Nelore, Campo Grande.
1984 - Representa o Brasil na I Bienal de Havana.
- Artista convidado no VII Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna/MAM, Rio de Janeiro.
1983 - Individual na Galeria Paulo Figueiredo, São Paulo.
- Individual na Modus Vivendi Galeria de Arte, Porto Alegre.
1982 - Entre a mancha e a figura, coletiva no Museu de Arte Moderna/MAM, RJ.
- 1ª Exposição de Arte Latina, coletiva em Recife.
- Individual na 44ª Expogrande, Campo Grande.
1981 - Figuração Referencial -11º Salão Nacional de Arte, Museu de Arte de BeloHorizonte.
- 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, em Tóquio, Kioto e Nekai, Japão;
São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.
1980 - Prêmio aquisição no 1º Salão Arteboi, Montes Claros. MG.
- Individual no Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba.
1979 - Prêmio aquisição no 35º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba.
1978 - Representa o Brasil na 1ª Bienal Ibero-americana de Pintura do México.
- 1ª Bienal Latino-americana de São Paulo/Mitos e Magia, São Paulo.
1977 - Prêmio Melhor do Ano (pintura), Associação Paulista de Críticos de Arte.
- Arte Agora II/Visão da Terra, coletiva no Museu de Arte Moderna/MAM, RJ.
- Rosas/Rosetas, individual no Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo; Fundação Cultural do Distrito Federal, Brasília e Museu de Arte e de Cultura Popular/MACP, UFMT, Cuiabá.
1976 - Arte Agora I/Brasil 70-75, coletiva no Museu de Arte Moderna/MAM, RJ.
1975 - Prêmio aquisição no 2º Concurso Nacional de Artes Plásticas da Caixa Econômica de Goiás, Goiânia.
1974 - Mural externo Bovinocultura, Palácio Paiaguás (3 faces, mármore, granito e epóxi, 371 m2), sede do Governo de Mato Grosso, Cuiabá.
1972 - Representa o Brasil na 36ª Bienal de Veneza, Itália.
- Representa o Brasil na 3ª Bienal de Arte Coltejer, Medellin, Colômbia.
- Individual na Galeria Portal, São Paulo.
- Individual na Galeria Ipanema, Rio de Janeiro.
1971 - Prêmio bolsa de estudo no exterior na 11ª Bienal Internacional de São Paulo.
1969 - Representa o Brasil na 10ª Bienal Internacional de São Paulo.
- Indicado à 4ª Bienal de Paris (a representação brasileira foi impedida pela censura).
- Isenção de júri no 18º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
- Prêmio aquisição na 3ª Exposição Jovem Arte Contemporânea, Museu de ArteContemporânea/MAC da USP, São Paulo.
- Prêmio Prefeitura Municipal no 1º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte.
- Individual na Sala Göeldi, Rio de Janeiro.
1968 - Prêmio Prefeitura Municipal de Campinas no 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, SP.
- Grande Prêmio no 1º Salão de Arte Contemporânea de Santo André, SP.
- Prêmio aquisição no 1º Salão Oficial de Arte Moderna de Santos, SP.
- Referência Especial do Júri na 2ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de 1967
- 4º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal, Brasília.
- 17º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
- 23º Salão Paranaense de Artes Plásticas, Curitiba,
- Individual no Museu Regional do Pantanal, Corumbá, MS.
1966 - 1ª Exposição de Pinturas dos Artistas Mato-grossenses, Associação Mato-grossense de Arte/AMA, Campo Grande.

 

Obras em acervos públicos

- BrazilianArt, Jardim Contemporâneo Editora, São Paulo.
- Casa de Cultura José Martí, México, DF.
- Casa de Cultura Wifredo Lam, Camagüey, Cuba.
- Caixa Econômica Federal, Brasília.
- Coleção Nemirowsky, São Paulo.
- Jornal do Brasil, Rio de Janeiro.
- Ludwig Fórum für Internationale Kunst, Aachen, Alemanha.
- Museu de Arte Contemporânea/MAC, Curitiba.
- Museu de Arte Contemporânea/MAC, Universidade de São Paulo/USP, São Paulo.
- Museu de Arte Contemporânea/MARCO, Fundação de Cultura de MS, Campo
- Museu de Arte da Pampulha/MAP, Belo Horizonte.
- Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand/MASP, São Paulo.
- Museu de Arte Moderna/MAM, Rio de Janeiro.
- Museu de Arte Moderna/MAM, São Paulo.
- Museu de Arte Paranaense/MAP, Curitiba.
- Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo.
- Universidade de Desenvolvimento do Pantanal/Uniderp, Campo Grande.
- Universidade Federal de Mato Grosso/UFMT, Cuiabá.
- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul/UFMS, Campo Grande.

 

Produtor Cultural

2004/06 - Coordenador de Artes Plásticas do 1º, 2º e 3º Festival América do Sul,Corumbá, MS.
2002/04 - Gestor Artístico do Museu de Arte Contemporânea/MARCO, Campo Grande.
- Curador do Espaço Cultural do Shopping Campo Grande.
1991/92 - Diretor Cultural do Camaleão (casa de shows), Campo Grande.
1987/90 - Primeiro Secretário de Cultura de Mato Grosso do Sul.
1973/82 - Co-fundador e Diretor do Museu de Arte e de Cultura Popular/MACP, UFMT,Cuiabá.
1977/79 - Colaborador no livro Artes Plásticas no Centro-Oeste, de Aline Figueiredo, Ed. UFMT, 1980 (Prêmio Gonzaga Duque, Associação Brasileira de Críticos de Arte).
1973 - Pesquisa temas indigenistas em museus de antropologia para a criação do Museu Indigenista Candido Rondon, UFMT, Cuiabá.
1967/72 - Co-fundador e Diretor-técnico da Associação Mato-grossense de Arte/AMA,Campo Grande.
1966 - Co-organizador da 1ª Exposição de Pinturas dos Artistas Mato-grossenses,Associação Mato-grossense de Arte/AMA, Campo Grande.

O artista plástico acredita  que sua formação artística valorizou o conceito de que a obra de arte reflete o meio sócio-cultural, e é o que efetivamente faz a sua terra ter seu valor exposto, se valorizado conseqüentemente terá sucesso  e  reconhecimento acima de tudo pelo amor à sua profissão. “Vale lembrar, entretanto, que como o ofício de pintor é pintar, a minha paixão pela pintura, não tenho dúvidas, é ainda maior do que essa que sinto pelo boi”, confessa o artista.

Para um artista que resolveu pintar o boi, não foi difícil perceber o quanto a figura desse animal carecia de dignidade ou status, sob o ponto de vista da maioria dos consumidores da pintura. Mas esse preconceito sobre a imagem do boi não implica só o comportamento do mercado de arte, implica também as opções intelectuais responsáveis pela animação cultural de cada região. Para um pintor que se envolveu com essas reflexões o desafio temático continua sendo inspiração que leva à realização da obra, já que minha formação artística valorizou o conceito de que a obra de arte reflete o meio sócio-cultural do artista. Por outro lado, observei que a imagem do boi — entenda-se nesta expressão o touro e a vaca também, em muitas culturas é absorvida com maior receptividade que entre nós. Seja como produto de consumo, propaganda, arte ou mesmo símbolo religioso. A diferença para uma maior ou menor receptividade está certamente na história iconográfica dessas culturas. Nas culturas orientais a imagem do boi é totalmente absorvida, pois ele está ali presente há milênios nos campos, ritos e cultos, e conseqüentemente na arte. Minhas novas séries de pintura apresentam várias facetas ao mesmo tempo, o que faz com que me sinta bem diante dessa simultaneidade de portas, excitando-me a criação. O mais importante é que a simbologia do boi vem alimentando um crescente vocabulário sígnico na minha linguagem plástica. No decorrer desses anos, a bovinocultura me levou sempre a procurar relações universalizantes: pecus-pecunia, rosas/rosetas, rosa-boi, entre outras abordagens. E durante esse processo, tema e plástica foram se redefinindo, abertos para a liberdade de mergulhar no inconsciente coletivo e trazer de volta, nas tintas, sempre uma nova expressão”. (Humberto Espíndola)

 

Fonte: Sociedadedospoetasamigos. Todos os direitos autorais reservados ao autor.
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