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Cuiabá, Dezembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

Pascoal Moreira Cabral

Desde muito jovem, Pascoal Moreira Cabral dedicou-se ao sertanismo preador de índio. Em 1682, já era cabo da bandeira capitaneada por André Zunega, seu parente.

Pascoal Moreira Cabral

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Filho do coronel Pascoal Moreira Cabral e de Mariana Leme, nasceu em Sorocaba (SP), no ano de 1654.

Seu pai dedicara-se aos trabalhos mineralógicos junto às Minas de Araçoiaba, mais tarde Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, também em Sorocaba.

Desde muito jovem, Pascoal Moreira Cabral dedicou-se ao sertanismo preador de índio. Em 1682, já era cabo da bandeira capitaneada por André Zunega, seu parente. Foi nessa expedição que Pascoal adentrou, pela primeira vez, em território mato-grossense, na região de Miranda, atual Mato Grosso do Sul.

Durante três anos, essa bandeira permaneceu nos sertões caçando índios, erguendo trincheiras para defesa dos componentes e plantando roças para acudir à subsistência. Foi durante esse período que ganhou dois filhos, provavelmente, descendentes de uma índia, aos quais, mais tarde, reconheceu-os como filhos naturais. Oficialmente, casou-se em 1692, na cidade de Itu, com Isabel Siqueira Cortes, natural da Capitania da Paraíba. Com ela teve 4 filhos, sendo que o primogênito, que herdou-lhe o nome, acabou morrendo, em pleno sertão, no ano de 1722, quando foi vítima de um ataque de índios.

Em 1699, capitaneou uma bandeira na região de Curitiba e, em 1716, seguiu novamente para a região de Miranda, onde passou dois anos em incursões de aprisionamento de índios. Dois anos depois, terminou subindo o rio Paraguai, atingindo o Cuiabá e, deste, seu afluente, o Coxipó, onde travou violento combate com os índios Coxiponés.

Eleito Guarda-mor das novas minas descobertas, Moreira Cabral ali viveu por muitos anos. Já velho, retirou-se para a primeira localidade onde ocorrera o primitivo achado aurífero, o Arraial Velho, às margens do rio Coxipó. Faleceu em 1730, aos 76 anos de idade, e seu corpo foi sepultado na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, em Cuiabá."

 

SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. Históriade Mato Grosso: Da ancestralidade aos dias atuais. Cuiabá: Entrelinhas, 2002. p. 30-33.

 

 

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