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Cuiabá, Dezembro de 2019

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Manuel Bandeira acreditava em fadas e ignoravava Papai Noel

De noite, ele colocava chinelinhos atrás da porta do quarto e, no dia seguinte, os encontrava cobertos de presentes.

Manuel Bandeira acreditava em fadas e ignoravava Papai Noel

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Uma das vivências mais caras da infância de Manuel Bandeira era um costume da véspera de Natal. De noite, ele colocava chinelinhos atrás da porta do quarto e, no dia seguinte, os encontrava cobertos de presentes. Mas não os atribuía a Papai Noel. Segundo a “encantadora mentira dos verdadeiros mimoseadores”, como o poeta definia a artimanha dos pais, os agrados eram trazidos por uma fada.

No poema Versos de Natal, em que Bandeira escreve sobre a sensação de se ver adulto no espelho, lembra que, apesar da idade, guardava a antiga sensação de otimismo: O menino que não quer morrer, / Que não morrerá senão comigo, / O menino que todos os anos na véspera de Natal / Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.

Da Redação do Almanaque Brasil
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