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Cuiabá, Dezembro de 2017

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Almanaque Cuiabá

Viagem ao túnel do tempo: 1800-1899

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  • 1804

    Inauguração do Ateneu Cuiabano.

  • 1804

    Viajando pela Estrada de Goiás, chegou no dia 20 de março de 1804 a Cuiabá o capitão-general Manoel Carlos de Abreu e Menezes, nomeado em 02/08/1802. A 27/06/1804 ele partiu para Vila Bela da Santíssima Trindade a fim de assumir o governo da Capitania de Mato Grosso em 28/07/1804. Faleceu em 08/11/1805, vítima de febre palustre, sendo sepultado na antiga Igreja de Santo Antonio dos Militares, em Vila Bela. Durtante a sua curta administração, circularam as primeiras moedas de cobre cunhadas na Capitania de Mato Grosso.

  • 1805

    Realização da primeira corrida de touros em Cuiabá

  • 1805

    Morre o capitão de fragata da armada real, Antonio Pires da Silva Pontes Lemes

  • 1811

    Nomeação do coronel Luiz Borba de Alardo Menezes a governador a capitania de Mato Grosso em substituição ao general João Carlos Augusto D’Oeynhausen, que foi transferido para o Pará.

  • 1811

    Criação da Associação Companhia da Mineração de Cuiabá.

  • 1813

    A Câmara de Vila Bela recebeu carta de dom Luiz Borba Alardo de Menezes, em que participava a sua nomeação para capitão-general de Mato Grosso. O fato ocorreu no dia 18 de março de 1813. Ele, contudo, nunca veio tomar posse desse cargo, devido à sua nomeação para membro do Conselho da Fazenda.

  • 1814

    Carta expedida por dom João VI criando o Arsenal de Guerra em Cuiabá

  • 1817

    Fundada a pedra fundamental da Santa Casa de Misericórdia.

    RDNews

    Aperte o cinto para uma rápida viagem que compreende o período de 1800-1899
    Santa Casa da Misericórdia, localizada na Praça do Seminário

     

  • 1817

    Para apaziguar os índios Coroados aldeados nas cabeceiras do Rio São Lourenço, aos 16 dias de março de 1817, partiu para aquela região uma escola militar sob o comando do sargento Manoel Joaquim de Faria Rebelo. A escolta regressou em maio, com dois meninos daquela tribo. Um deles foi criado pelo capitão-general João Carlos Augusto D'Oeynhausen e Grewenbourg, que o levou quando deixou o governo da Capitania de Mato Grosso em 06/01/1819.

  • 1818

    Cuiabá é elevada à condição de cidade em 17 de setembro

  • 1819

    Assume o governo da capitania de Mato Grosso, o tenente-general Francisco de Paula Magessi tavares de Carvalho.

  • 1820

    Pela quantia de 1:440$000, foi adquirido pelo governo da Capitania de Mato Grosso o prédio onde foi instalado o antigo Palácio Alencastro, depois reformado, sede da administração mato-grossense até 28/02/1975, quando o governador José Manoel Fontanillas Fragelli inaugurou a nova sede do governo de Mato Grosso, com o nome de Palácio Paiaguás, no Centro Político e Administrativo. A aquisição se deu em 23 de março de 1820.

  • 1821

    Primeira sessão da Junta do Desembargo do Paço

  • 1822

    Assume a administração da província de Mato Grosso, o vice-presidente Jerônimo Joaquim Nunes.

  • 1823

    Chegada do correio terrestre

  • 1823

    A notícia da coroação de D. Pedro I, ocorrida em 12/10/1822, chegou a Cuiabá em 08/03/1823, vinda no correio terrestre, através de Goiás. Vieram, também, os decretos criando a bandeira e as armas nacionais. Contudo, somente em 12/10/1824 foi hasteada, pela primeira vez, a bandeira imperial em Cuiabá.

  • 1827

    Cumprindo determinação do presidente José Saturnino da Costa Pereira, uma expedição comandada pelo tenente Manoel Dias de Castro deu início em 13 de março de 1827 à exploração dos rios Sucuriu e Piquiri, visando encurtar a distância para São Paulo, pelo Rio Pardo. Em 1830, o Barão de Melgaço demonstrou que a nova rota era inviável.

  • 1829

    Foi criada a Administração dos Correios da Província de Mato Grosso (5 de março de 1829), tendo o Sr. José de Souza Canavarros como seu primeiro administrador. Ele foi empossado a 20/08/1835, recebendo por ano a importância de 150$000.

  • 1831

    Para substituir no cargo de presidente da Província de Mato Grosso o doutor José Saturnino da Costa Pereira, foi nomeado em 31 de março deste ano, o tenente-coronel Francisco de Albuquerque Melo. Ele partiu do Rio de Janeiro e já estava em Goiás quando resolveu não assumir. Foi nomeado, então, em 20/04/1831, o capitão Antônio Corrêa da Costa.

  • 1832

    Por problemas de saúde, o capitão-mor André Gaudie Ley assume a presidência da província de Mato Grosso, no lugar do titular,  capitão Antonio Correa da Costa

  • 1833

    Em agosto de 1833 foi fundada pelo cirurgião Antônio Luís Patrício da Silva Manso, o "Tigre de Cuiabá", a "Sociedade dos Zelosos da Independência", associação que presidiu e que deu causa, no ano seguinte, à revolta.

  • 1834

    Na madrugada do dia 30 de maio nas ruas um toque de clarim convocava o povo às ruas. Com a generalização dos tumultos, registraram-se saques e depredações nas lojase contra os protugueses, movimento conhecido como Rusga.

  • 1834

    Em 28 de maio de 1834 assumiu interinamente o governo o coronel João Poupino Caldas, tido por nacionalista e que gozava da simpatia dos locais.

  • 1834

    Assume o cargo, o primeiro juiz de direito da Comarca de Cuiabá, doutor Pascoal Rodrigues de Miranda

  • 1834

    Funcionamento da Tesouraria da Fazenda do Estado

  • 1834

    Assume o governo da província de Mato Grosso por dois dias o capitão José de Mello Vasconcellos

  • 1834

    Assume o governo da província de Mato Grosso o coronel João Poupino Caldas, entregando no mesmo ano a administração ao presidente Antonio Pedro de Alencastro

  • 1834

    Cuiabá torna-se capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto. Antes, a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade.

  • 1835

    Cuiabá torna-se capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto. Antes, a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade.

  • 1836

    O primeiro vice-presidente em exercício, capitão Antônio José da Silva, no exercicio do mandato frente a administração da provincia de Mato Grosso, assinou em 3 de março de 1836 ato transferindo para a cadeia de Vila Bela da Santíssima Trindade, “por oferecer melhor segurança que a de Cuiabá”, os 17 sentenciados pelo júri à prisão perpétua por participarem da “Rusga”. Ficaram no Forte Príncipe da Beira. Deles, o único que retornou a Cuiabá foi José Pamplona, perdoado pelos serviços prestados na Guerra do Paraguai. Vivendo às custas de caridade, morando em um casebre, ele ainda chegou à velhice, amparado pela mão caridosa de Dom Carlos Luis D'Amour, então bispo de Cuiabá.

  • 1838

    Assume o governo da província de Mato Grosso, José da Silva Guimarães

  • 1839

    Surge o primeiro jornal a circular no estado, “Themis Matogrossense”

  • 1842

    Surge o jornal  “Cuiabano Official”

  • 1847

    Surge o jornal  “Gazeta Cuiabana”

  • 1847

    Assume a presidência da província de Mato Grosso, o doutor João Chrispiniano Soares

  • 1850

    Surge o jornal  “Echo Cuiabano”

  • 1851

    Assume a presidência de Mato Grosso, o capitão de fragata Augusto de Leverger

  • 1852

    Fundação da Sociedade dos Celibatários livres

  • 1853

    Inauguração da sociedade recreativa União dos Militares

  • 1855

    Chegada do presidente   Augusto Leverger em Cuiabá

  • 1857

    Chegada do primeiro navio  vapor Corça

  • 1857

    Chegou a Cuiabá o vapor-de-guerra "Maracanã", que tinha 80 cavalos de força, 106 pés de comprimento e calava sete pés de água. O fato ocorreu em 7 de março de 1857. A embarcação saiu do Rio de Janeiro a 28/10/1856.

  • 1857

    Surge o jornal “O Noticiador Cuiabano”

  • 1857

    Chegada das primeiras barricas de bacalhau em Cuiabá

  • 1858

    É erigida a igreja Nossa Senhora do Bom Despacho

  • 1858

    Assume a presidência da província de Mato Grosso, Joaquim Raimundo de Lamare

  • 1859

    Surge o jornal “A Imprensa de Cuyabá”

  • 1860

    Surge o jornal “A Voz da Verdade”

  • 1860

    Casamento do capitão Manoel Deodoro da Fonseca em Cuiabá

  • 1861

    Fundação da primeira sociedade carnavalesca

  • 1861

    Transferência  de João de Oliveira Melo  (general Melo) para o corpo de artilharia de Mato Grosso.

  • 1861

    Durante a missa, é preso o padre Ernesto Camilo Barreto

  • 1862

    Assume a presidência da província de Mato Grosso, o senador Herculano Ferreira Pena

  • 1865

    Aporta no rio o vapor auxiliar Corumba, conduzindo o tenente-coronel Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero, trazendo a notícia da invasão paraguaia

  • 1865

    Nomeação do presidente da província de Mato Grosso, coronel Manoel Pedroso Drago

  • 1865

    O segundo-tenente João de Oliveira de Melo, mais tarde general Melo, é recebido no Coxipó pela vitória no Forte de Coimbra

  • 1867

    Surge o jornal “O Cuiabano”

  • 1867

    Assume a administração da província de Mato Grosso, o doutor José Vieira Couto de Magalhães

  • 1867

    Inauguração do fortim São José, levantada à margem do rio Cuiabá.

  • 1867

    Partem de Cuiabá os vapores de guerra Alfa e Jauru com destino ao rio São Lourenço.

  • 1867

    Assume a administração da província de Mato Grosso, o doutor José Vieira Couto de Magalhães. Foi nesse período que em 4 de março de 1867 partiu da Vila de Diamantino uma expedição para efetuar o reconhecimento dos rios Tocantins e Araguaia, a fim de implantar a navegação a vapor. Pelos rios Arinos e Tapajós, a citada expedição chegou ao porto de Santarém na manhã de 07/04/1867, onde o chefe da expedição, Benedito José da Silva França, seguiu viagem para Belém, no vapor "Tapajós". Nessa jornada, ele conseguiu levar à colônia mato-grossense do Itá-Acaiú duas barcas auxiliares da empresa que operava no Rio Araguaia, vencendo com facilidade "a passagem de todas as cachoeiras".

  • 1867

    Regressaram a Cuiabá os três marinheiros que o presidente José Vieira Couto Magalhães mandou para avaliar a situação militar da Vila de Corumbá, ocupada por tropas paraguaias. A chegada aconteceu no dia 11 de março de 1867. Informaram que a guarnição estrangeira era de aproximadamente 400 homens. Em 13/06/1867, Corumbá foi retomada por tropas enviadas pelo governo mato-grossense, comandadas pelo tenente-coronel Antonio Maria Coelho. 

  • 1867

    Na margem esquerda do Rio Cuiabá, no antigo Bairro do Terceiro, existiu o histórico Fortim de São José, que não suportou a enchente de 25 de março de 1867, a primeira ocorrida após a sua construção. Desmoronou uma parte da sua muralha, e o resto desapareceu aos poucos. Embora a enchente de 1942 tenha causado problemas no Bairro do Porto, ameaçando até a recém-inaugurada Ponte Júlio Müller, entre Cuiabá e Várzea Grande, a enchente de 18/03/1974 atingiu os antigos bairros do Terceiro, Várzea Ana Poupino e Barcelos. A enchente de 23 para 24/04/2001 inundou quase todos os bairros existentes ao longo do Córrego do Barbado. Outra grande enchente ocorreu ao anoitecer de 21/01/2007. Choveu forte durante mais de duas horas seguidas e superou o volume de águas de 2001, atingindo 60% do previsto para o mês. 

  • 1868

    Surge o jornal “O Popular”

  • 1868

    Conclusão da obra da Capelinha de Nossa Senhora do Carmo, no interior do cemitério do Cai-Cai

  • 1868

    Início da construção da torre da igreja matriz

  • 1869

    Surge o jornal “A Situação

  • 1869

    Por unanimidade, foram eleitos em 2 de março de 1869 o doutor José Maria da Silva Paranho Júnior, depois Barão do Rio Branco, e o padre Ernesto Camilo Barreto, o Patrono da Imprensa de Mato Grosso, ambos pertencentes ao Partido Conservador, para deputados gerais de Vila Bela e Cuiabá, respectivamente, os dois distritos da Província de Mato Grosso. A apuração dos votos ocorreu apenas em 01/04/1869, sem maiores problemas.

  • 1869

    No ano de 1869, mais precisamente no dia 20 de março, o comendador Henrique José Vieira, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá e juiz-de-Direito em exercício, autorizou a liquidação, pela Caixa Militar, dos bens deixados pelos oficiais falecidos na expedição de Laguna (20/03/1869). Este foi o único documento que o historiador Estevão de Mendonça encontrou sobre os nomes dos oficiais que serviam em Mato Grosso e que morreram na citada expedição. São eles: alferes Flacílio Pulchério Marinho, Elpídio Francisco de Salles Vieira, João Luiz da Mota Oliveira Lobo, João Batista Pereira Lagoa, capelão Pedro Tomaz de Molina, Francisco Vitor Batista, Fernando Antonio de Araújo Muniz, Manoel da Silva Miró e Manoel Ignácio Pinheiro da Guerra; tenentes Júlio Inácio de Azevedo Marques, Manoel Joaquim de Aguiar, Francisco de Paula Barbosa, Francisco da Rocha Moisés e Pedro Manoel Bemudes; capitão Alexandre Magno de Jesus e Saúl Vicente Vianna; majores Elizeu Xavier Leal, Manoel Batista Ribeiro de Faria e Vicente Ferreira da Silva; tenente-coronel Juvêncio Manoel Cabral de Menezes; coronel Carlos de Moraes Camisão. 

  • 1870

    Assume o governo da província de Mato Grosso, o comendador Luis da Silva Prado

  • 1870

    Chegou a Cuiabá, às 17h00 do dia 23 de março de 1870, o vapor nacional “Corumbá” trazendo os ofícios do Comando das Forças em Operações e da Fronteira do Baixo Paraguai, assinado pelo coronel Hermes Ernesto da Fonseca, e do Comando do Distrito Militar do Baixo Paraguai, em Corumbá, assinado pelo tenente-coronel em comissão, e seu comandante, Antônio José da Costa, comunicando ao vice-presidente em exercício da Província, comendador Luiz da Silva Prado, o fim da “Guerra do Paraguai”. 

  • 1871

    Surge o jornal “O Liberal” e “Primeiro de Março”

  • 1871

    Circulou em 1 de março de 1871 o primeiro número do jornal semanário "Primeiro de Março", de propriedade da firma Pulchério & Comp, sendo seu principal redator Amâncio Pulchério de França. Tinha oficina própria, sob a direção técnica do Sr. Pedro Moseller. Jornal de boa qualidade, era impresso em tipo onze latino, com três colunas. A sua distribuição ocorria às quartas feiras, com assinatura anual de 10$000.

  • 1872

    Inauguração da loja maçônica Estrela do Ocidente

  • 1872

    Foi colocado no Salão Nobre do Palácio do Governo, em 4 de março de 1872, um quadro a óleo de Dom Pedro II, para substituir outro, que representava o imperador brasileiro aos 21 anos, que foi transferido para a Galeria da Câmara Municipal. A propósito, o historiador Estevão de Medonça diz em "Data Mato-grossenses": "Com a proclamação do atual regime foram tais retratos retirados dos respectivos lugares, assim como os demais que existiam nas repartições públicas. O de Dom Pedro I, desenhado por Adriano Taunay, desapareceu de vez, e as outras telas passaram ao poder de particulares que, verdade seja dita, guardam-nas com veneração. O mesmo sucedeu nas cidades de Corumbá, Cáceres e Mato Grosso (Vila Bela)". Acrescentou que estava sendo organizada a Galeria dos Presidentes do Estado, "mas essa idéia tem tido execução apenas em parte".

  • 1872

    Surge o jornal “Filho do Povo”

  • 1872

    Chegada do doutor Carlos Teodoro José Hugueney , nomeado a dirigir a montagem das máquinas de pólvora do Coxipó do Ouro.

  • 1872

    Foi instalada em Cuiabá a Loja Estrela do Ocidente (22/03/1872), filiada ao Grande Oriente do Lavradio, tendo como venerável o ex-presidente da Província João Batista de Oliveira, o Barão de Aguapei. É a mais antiga loja maçônica com registro na História de Mato Grosso.

  • 1874

    A Câmara Municipal de Cuiabá, por proposta do vereador João da Costa Teixeira, aprovouno dia 27 de março deste ano, a mudança do nome da Praça Ipiranga para Praça Marquês de Aracati, em homenagem ao oitavo capitão-general de Mato Grosso, João Carlos Augusto D’Oeynhausen de Grewenburg, que fez várias obras no local, incluindo nivelamento, ajardinamento e até uma muralha que ali existiu por algum tempo.
    Ao apoiar essa iniciativa, o cônego José Joaquim dos Santos Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, justificou dizendo que "entendia ser uma dívida de justiça que se pagava à memória de um homem a quem a Província tanto devia, principalmente se se lembrasse que foi ele quem, com suas próprias mãos, levantou uma planta e a ofereceu ao antigo Senado da Câmara, para uma futura praça de mercado". Mas, a citada praça voltou a se chamar Ipiranga.

  • 1874

    Instalação do Gabinete de Leitura

  • 1874

    Instalação do tribunal da relação da província de Mato Grosso, no prédio de propriedade  e residência da família do coronel Joaquim Caraciolo Peixoto de Azevedo, à rua Pedro Celestino, então rua 11 de Julho.

  • 1875

    Instalação da primeira Escola Normal do Estado

  • 1877

    Surge o jornal “O Porvir”

  • 1877

    Fundação da primeira fábrica de sabão

  • 1877

    Instalação da sociedade dramática “Amor à Arte”

  • 1878

    Assume a administração da província de Mato Grosso, o vice presidente João Batista de Oliveira, o Barão de Aguapeí, em 2 de março de 1878, que ficou no cargo até 06/07/1878. Ele foi nomeado por Carta Imperial de 16/01/1878 e recebeu a administração mato-grossense do general Hermes Ernesto da Fonseca, que foi presidente da Província e depois governador do Estado da Bahia. Com ele, o Partido Liberal chegou ao poder na Província de Mato Grosso, enfrentando sérias dificuldades, pois o Partido Conservador dominava a política regional. O Barão de Aguapeí faleceu no Rio de Janeiro, onde existe uma Rua em sua homenagem, a 14/01/1879. Ele é o Patrono da Academia Maçônica Mato-grossense de Letras.

  • 1879

    Surgem os jornais “O Povo” e “Província de Matto Grosso”

  • 1879

    O presidente da Província de Mato Grosso, doutor João José Pedrosa, enviou em 21 de março de 1879, ofício à Câmara Municipal de Cuiabá solicitando providências para acabar com os toques fúnebres na Capital da Província. 

  • 1879

    Chegada do bispo dom Carlos Luiz d’Amour, que estava em Roma

  • 1880

    Morre o almirante Augusto Leverger, o Barão de Melgaço

  • 1880

    Com todas as pompas da época, foi instalado em 7 de março de 1880, no prédio onde hoje funciona o "Ganha Tempo", na Praça Ipiranga, o histórico Liceu Cuiabano, que sempre foi o mais tradicional estabelecimento de ensino de Cuiabá, hoje denominado Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller.

  • 1881

    Assume a presidência da província de Mato Grosso

  • 1882

    Surgem os jornais  “Argos” , “Club Litterário” , “A Locomotiva” e “Pyrilampo”

  • 1882

    No dia 14 de março de 1882, foi instalado o Clube Literário de Cuiabá. A iniciativa teve o apoio do presidente da Província, o coronel José Maria de Alencastro. A primeira entidade cultural de Mato Grosso visava “o desenvolvimento da literatura brasileira, por meio de palestras familiares e publicação de uma revista”. A primeira diretoria era constituída por: Antonio Neri, Thomé Ribeiro de Siqueira, Luiz Teodoro Monteiro, Jerônimo Gomes Monteiro de Macerata e Felipe de Campos Camacho.

  • 1882

    Criação do Laboratório Pirotécnico Militar

  • 1883

    Surge o jornal “A República”

  • 1884

    Surgem os jornais “Athleta”, “Echo de Cuyabá”,  “O Expectador” e “A Brisa”

  • 1884

    Chegada dos alemães Karl Von den Steinen, Phil Otto Clauss e W. von den Seinen a fim de explorar o rio Xingú.

  • 1884

    Os moradores do Largo da Sé, hoje Praça da República, na noite do dia 18 de março de 1884, acordaram no meio da noite assustados devido à queda de uma das frondosas figueiras ali existentes, justamente a que estava em frente ao sobrado do capitão Antônio Rodrigues de Araújo, depois ocupado pelo Hotel Universal, e hoje pela Loja Riachuelo. O fato teve maior divulgação porque circulou um boletim com versinhos intitulados "A Morte da Figueira", que foi traduzida até para o alemão por uma das expedições científicas que por aqui passaram.

  • 1884

    No dia 30 de março deste ano, chegou a Cuiabá a expedição alemã liderada pelo pesquisador Karl von den Steinen, com os pesquisadores Phil Otto Clauss e W. von den Steinen, destinada a explorar o Rio Xingu. Foi recebida com todas as honras pelo presidente da Província, brigadeiro Manoel de Almeida Gama Lobo d’Eça, o Barão de Batovi, que teve seu nome dado a um afluente do Rio Xingu. A comissão prosseguiu viagem em 26/05/1884, protegida por uma guarnição de 25 soldados, comandados pelo capitão Antonio Tupi Ferreiras Caldas, para evitar possíveis ataques de índios. Os pesquisadores desceram o Rio Xingu e chegaram ao Rio Amazonas, de onde prosseguiram até Belém. Essa expedição foi narrada no livro "Durch Central Brasilien".

  • 1885

    Surgem os jornais  “A Liça” e “A Tribuna”

  • 1885

    Morre o general Caetano Manoel de Faria Albuquerque

  • 1885

    Nascimento de Eurico Gaspar Dutra em Cuiabá

  • 1885

    Morre o doutor Carlos Teodoro José Hugueney

  • 1888

    Surge o jornal  “O Democrata”

  • 1889

    Surge o jornal  “A Gazeta”

  • 1889

    Chegada do marechal Manoel Deodoro da Fonseca em Corumbá

  • 1889

    Assume a presidência da província de Mato Grosso, o doutor Herculano de Souza Bandeira

  • 1889

    Instalação do externato do Sexo Feminino

  • 1889

    Morre o chefe da esquadra reformado Antonio Claudio Soido

  • 1890

    Surge o jornal  “O Matto Grosso” e “Quinze de Novembro”

  • 1890

    Instalação do Clube Militar Benjamim Constant

  • 1890

    Surge o Partido Nacional Republicano

  • 1890

    Morre Tomaz de Aquino Rodrigues, mais conhecido por “Mestre Thomaz”

  • 1890

    Grande ato festivo na praça Alencastro pelo regime recém inaugurado

  • 1890

    Morre o capitão Antonio Lourenço Teles Pires

  • 1890

    Surge o jornal “Gazeta Oficial”

  • 1891

    Assume o governo do Estado de Mato Grosso, o coronel Frederico Solon de Sampaio Ribeiro

  • 1891

    Criado os ‘Bondes Cuyabano’ pela  "Companhia Progresso Cuyabano"

  • 1891

    Realizada eleição para a primeira Constituinte de Mato Grosso

  • 1891

    Anulada eleição para deputados à Assembléia Constituinte, pelo governador Francisco Solon de Sampaio

  • 1891

    Inauguração da linha de bondes pela Companhia Progresso Cuiabano

  • 1892

    O comandante do Forte de Coimbra, capitão de Cavalaria José Maria Ferreira, acompanhado do segundo-tenente João Teodorico da Gama Gaíva, intimou, no dia 28 de março deste ano, o general Luiz Henrique de Oliveira Ewbank, no porto daquele forte, a não prosseguir viagem para Corumbá. O militar estava a bordo do paquete nacional "Diamantino", acompanhado apenas pelos seus oficiais de Estado Maior. Sem condições de repelir aquela intimação, assumiu o comando do Distrito Militar da Província de Mato Grosso a bordo do "Diamantino" e regressou a Assunção, onde instalou temporariamente o seu comando, "levando a inabalável resolução de cumprir a comissão que me foi confiada pelo governo federal, sejam quais forem as provocações que me estejam reservadas". Para resolver a crise política, o governo federal decidiu nomear um interventor para a Província de Mato Grosso.

  • 1892

    Enquanto circulava no Rio de Janeiro o “Manifesto dos 13 Generais” contra a permanência do presidente Floriano Peixoto, tendo como um dos seus signatários o brigadeiro Antônio Maria Coelho, que foi preso e depois reformado, os revoltosos de Corumbá estavam em ebulição. A deposição do presidente Manoel José Murtinho não foi aceita pela maioria dos líderes políticos de Cuiabá, que se organizaram militarmente e afastaram do governo a junta governativa liderada por Luís Benedito Pereira Leite. Por isto, em Corumbá ocorreu uma reação sem êxito em 31/03/1892, quando o coronel João da Silva Barbosa sugeriu a independência do Estado sob o nome de “República Transatlântica de Mato Grosso”, uma ideia que nem seus companheiros aceitaram. Preferiram marchar em direção de Cuiabá para repor o governo liderado por Luís Benedito Pereira Leite, mas novamente não tiveram sucesso. O movimento foi sufocado pelo coronel Generoso Paes Leme de Souza Ponce.

  • 1892

    Manoel José Murtinho é deposto do cargo de presidente do Estado pela força militar

  • 1892

    Assume o Governo uma junta afim de evitar encontra de armas

  • 1892

    Reassume a presidência do Estado, o coronel Luiz Benedito Pereira Leite

  • 1892

    Saída do transporte de guerra “Antonio João” de Cuiabá com destino ao porto de Ladário

  • 1892

    Inauguração do Asilo de Santa Rita, fundado pelo arcebispo dom Carlos d’Amour.

  • 1892

    Com o objetivo de “prestar auxílio à manutenção da ordem pública e a defesa da autonomia e independência do Estado dentro dos limites traçados pela Constituição Federal", foi organizado em Cuiabá, em 12 de março de 1892, o Batalhão Patriótico Antônio Maria, composto de civis, e sob o comando do tenente-coronel José Marques de Fontes. O primeiro "batalhão patriótico" de Mato Grosso foi criado, conforme ato publicado na "Gazeta Oficial" de 07/03/1892, pelo Sr. André Virgílio Pereira D'Albuquerque, presidente da Intendência Municipal de Cuiabá, autorizado pelo vice-presidente em exercício Luís Benedito Pereira Leite, que governou de 03/02/1892 a 10/04/1892. Depois, vieram o Exército Floriano Peixoto, do coronel Generoso Paes Leme de Souza Ponce, o único que ocupou Cuiabá militarmente, e a Legião Campos Sales, do coronel Antônio Paes de Barros, o coronel "Totó Paes de Barros", que cercou a Assembleia Legislativa.

  • 1892

    Aos dezessete dias do mês de março de 1892, a Intendência Municipal de Cuiabá enviou uma correspondência ao presidente da República, marechal Floriano Peixoto, recusando ordens dadas ao general Luiz Henrique de Oliveira Ewbank, nomeado para ser o comandante do Sétimo Distrito Militar, para intervir no Estado de modo a "restabelecer a ordem pública". Destaca-se nesse documento, que foi assinado por André Virgílio Pereira de Albuquerque, Júlio Frederico Müller, Egydio da Silva Prado, Gabriel de Souza Neves e Álvaro Pereira Jorge, o seguinte trecho: "Mato Grosso tem brios que lhe cumpre zelar e direitos que não pode deixar de defender e advogar, custe o que custar". O marechal Floriano Vieira Peixoto, que presidiu a Província de 13/10/1884 a 05/10/1885, em seguida reconheceu que o Estado de Mato Grosso deve ser governado "de acordo com a vontade de seus filhos".

  • 1893

    Surge o jornal “A gazeta Official do Estado de Matto Grosso”

  • 1894

    Mudança do nome da praça Marquêz de Aracatí  para praça Ipiranga

  • 1894

    Surgem os jornais  “O Clarim” e  “A Verdade”

  • 1895

    Surge o jornal  “O Republicano”

  • 1895

    Morre a bordo do navio, o desembargador Firmo José de Matos, barão de Casalvasco

  • 1896

    Edificação do cemitério no povoado do Coxipó.

  • 1896

    Faleceu em Cuiabá em 26 de março de 1896 o padre Ernesto Camilo Barreto, que nasceu em Cachoeira, na Bahia, em 19/02/1828. Chegou a Cuiabá na manhã de 07/08/1854, acompanhado de sua mãe, uma irmã e um irmão, para assumir as funções de professor de Teologia Dogmática e Moral no Seminário de Nossa Senhora da Conceição. Era o único estabelecimento de ensino secundário existente na Província de Mato Grosso. Nele estudaram, entre outras personalidades, Joaquim Murtinho e Manoel Amarante. Foi o primeiro jornalista de Cuiabá a ser preso e por isto teve o seu nome aprovado como Patrono dos Jornalistas de Mato Grosso. 

  • 1897

    Surge o jornal “O Democrata”

  • 1898

    Surge o jornal “A Luta”

  • 1899

    Surge o jornal  “O Filhote”

  • 1899

    Maior passeata cívica escolar ocorrida em Cuiabá

  • 1899

    Instalada a Sociedade Internacional de Estudos Científicos

  • 1899

    Lançada a pedra fundamental do matadouro público de Cuiabá.

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