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Cuiabá, Dezembro de 2017

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Almanaque Cuiabá

Viagem ao túnel do tempo: 1700-1799

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  • 1718

    Chegada de Antonio Pires de Campos, filho de Manoel de Campos Bicudo, a fim de prear índios, na foz do rio Coxipó. Período de encontro das expedições de Antonio Pires de Campos com a de Pascoal Moreira Cabral, que veio com o mesmo objetivo de Pires de Campos. Mas quando Pascoal subiu o rio em sua missão foi terrivelmente contra-atacado pelos índios coxiponé. Sem sucesso, ele retorna à aldeia onde um dos membros da sua comitiva anuncia o achado de ouro no local batizado de São Gonçalo Velho, no rio Coxipó Mirim. Com isso, muda o objetivo de prear silvícolas e segue o rio Coxipó em busca de ouro até a localidade do arraial de Forquilha, nome dado em razão da bifurcação dos rios Mutuca e Cuiabá.

  • 1719

    Pascoal Moreira Cabral envia o comunicado do novo achado à Coroa Portuguesa e em 8 de abril de 1719 no Coxipó-Mirim celebra a assinatura da ata de fundação de Cuiabá, garantindo os direitos da descoberta à Capitania de São Paulo. Desde muito jovem, dedicou-se ao sertanismo preador de índios.

  • 1721

    Celebrada a primeira missa em Mato Grosso, no arraial de Forquilha, à margem do rio Coxipó-Mirim pelo padre Jerônimo Botelho, cuja igreja denomina-se Nossa Senhora da Penha.

  • 1722

    Com a notícia da descoberta de jazidas de ouro, várias pessoas migraram para região em busca do metal, que não durou muito tempo em Forquilha. O sorocabano chamado Miguel Sutil, sai à procura de ouro. Encontra às margens do córrego da Prainha, motivo pelo qual chamou-se Lavras de Sutil. Os sertanistas deram o nome a este lugar de 'Tanque do Ernesto', provavelmente proprietário da chácara.

  • 1722

    A Lavras de Sutil entrou em decadência. Pelo Tratado de Tordesilhas, nossa terra pertencia ao domínio espanhol. Com isso, a Coroa Portuguesa envia para cá, dom Rodrigo César de Menezes, governador da capitania de São Paulo, para assegurar a posse do local.

  • 1723

    É erigida a igreja matriz dedicada ao Senhor Bom Jesus de Cuiabá, construída em taipa no mesmo local da atual basílica. 

  • 1727

    É erigida a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuyabá, fincando na praça Real, hoje denominada praça da Mandioca, o pelourinho - símbolo da Justiça Portuguesa.

  • 1728

    No dia 6 de março de 1728 o guarda-mór das minas de Cuiabá enviou para São Paulo a primeira remessa dos quintos reais da Coroa portuguesa, totalizando a importância de 14.263 oitavas de ouro. Além dos direitos de entrada, outros impostos eram cobrados dos habitantes da Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá. Os quintos reais eram cobrados dos mineradores, fosse branco, negro ou índio. As minas de ouro de Cuiabá foram descobertas em 1722 (produzindo quatro arrobas) e até em 1724 (com 3.805 oitavas) o imposto era de duas e meia oitavas, sendo elevado então para quatro oitavas para os escravos e em 1725 teve um novo aumento, para seis oitavas, atingindo todos os mineradores.
    Sobre essa constante elevação de impostos, escreve o historiador Estevão de Mendonça em "Datas Mato-grossenses": "Com a chegada a Cuiabá do governador de S. Paulo, Rodrigo César de Menezes, tudo se desorganizou. Foi uma espécie de tufão que caiu sobre a vila. Casas que não seriam vendidas anteriormente por menos de 200 a 500 oitavas cada uma, dois anos depois alcançaram 40 a 50 oitavas, narra o capitão João Aquino Cabral Camelo, testemunha ocular do fato". 

  • 1730

    É erigida a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

  • 1731

    Faleceu no dia 27 de março deste ano, o bandeirante paulista Gabriel Antunes Maciel, que descobriu em 1728 a região onde surgiu o povoado de Alto Paraguai Diamantino, por ter achado alguns diamantes. As três vilas mais antigas de Mato Grosso, são: Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá, Vila Bela da Santíssima Trindade e Vila de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguai Diamantino, atuais Cuiabá, Vila Bela e Diamantino.

  • 1748

    Independência de Mato Grosso do território de São Paulo pelo governo de Portugal.

  • 1751

    Chegada do primeiro governador e capitão-general de Mato Grosso, dom Antonio Rolim de Moura Tavares, assumindo a recém-criada capitania de de Mato Grosso.

  • 1752

    Ampliando os limites da Capitania e estabelecendo as bases das fronteiras de Portugal e Espanha na América do Sul, o primeiro capitão-general de Mato Grosso, dom Antônio Rolim de Moura, fundou em Pouso Alegre a Vila Bela da Santíssima Trindade de Mato Grosso em 19 de março de 1752, com honras de futura Capital. Dom Antônio Rolim de Moura Tavares permaneceu no governo da Capitania até 19/01/1765, quando assumiu o segundo capitão-general de Mato Grosso, Dom João Pedro da Câmara.

  • 1752

    O primeiro capitão-general de Mato Grosso, dom Antonio Rolim de Moura, divulgou no dia 22 de março de 1752, bando com as prerrogativas e isenções concedidas aos que fossem residir na recém-criada Vila Bela da Santíssima Trindade, conforme determinava a Provisão Régia de 05/08/1746. Esses benefícios visavam promover o povoamento da região banhada pelo Rio Guaporé. Por julgar que os privilégios não seriam suficientes, o capitão-general Antonio Rolim de Moura solicitou da Côrte, e conseguiu, que fosse franqueado o comércio entre o Alto Guaporé e a Capitania do Pará.

  • 1769

    Assume a administração da capitania de Mato Grosso o governador Luis Pinto de Souza Coutinho, depois Visconde de Balsamão. Veio pelo Rio Madeira.

  • 1773

    Celebração da primeira junta de justiça criada pela carta régia de 1771.

  • 1776

    Contribuindo para o abandono do antigo Arraial dos Araés, na região onde viveram os índios Araés, foi assassinado em 24/03/1776 o seu juiz guarda-mor Manoel de Oliveira Ferreira. Este fato foi registrado nos Anais do Senado da Câmara de Cuiabá. O capitão-general Luís Pinto de Souza Coutinho, que governou a Capitania de Mato Grosso de 03/01/1769 a 13/12/1772, mudou o nome do Arraial dos Araés para Arraial de Santo Antônio do Amarante, depois elevada a Vila Amarante, homenageando a importante região de Portugal com este nome, mas o local entrou em decadência. Em 1819, foram encontrados pelos trabalhadores da mal sucedida Companhia de Mineração de Cuiabá apenas vestígios da povoação.
    Em 03/07/1776 foi realizada devassa no local e se chegou a esta conclusão: "Aquele arraial era descoberto de poucos tempos por um paulista, Amaro Leite Moreira, e como o ouro era limitado, foi-se somente povoando em seus princípios por alguns foragidos por dívidas ou crimes, pois o lugar é remoto e próprio para semelhantes indivíduos, porque como já disse, dista desta vila (Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá) o melhor de cem léguas e outras tantas de Goiás, invadido por gentio bárbaro, e está junto ao Rio das Mortes".

  • 1792

    É erigida a Igreja Senhor dos Passos.

  • 1796

    Morre o ex-governador e capitão general da capitania de Mato Grosso, João de Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres, irmão e sucessor de Luiz Albuquerque de Melo Pereira e Cáceres.

     

    Fonte: Datas Mato-grossenses/Estêvão de Mendonça, Álbum do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e Arquivo Público

     

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