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Cuiabá, Maio de 2020

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Almanaque Cuiabá

Antônio Peteté

Figura muito lembrada por habitantes mais antigos da capital é Antônio Peteté. Este personagem rondou por Cuiabá nos anos 50.

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Entre as décadas de 60 e 70, um homem teve um jeito peculiar de demarcar seu território no centro de Cuiabá. Num tempo que ainda não se falava das Ilhas de calor, Antonio Espírito Santo, mais conhecido como Antonio Peteté, caminhava pelas ruas com seu abanico na mão.

Apreciava sentar nas portas das lojas da Prainha, das ruas do Meio e de Baixo e nas calçadas dos comércios da Rua13 de Junho. Naquela época a prainha era um córrego aberto e Peteté fazia dele a sua passarela.

Mesmo manco, andava de um lado pra outro sem perder a pose. Ostentava sua habilidade em movimentar com rapidez seu charmoso leque. Antônio, como Zé Bolo Flor, também era devoto fervoroso nas procissões. Nesses momentos, os acessórios eram outros. Entravam em cena, o terço e o livro de catecismo. A sua fé resistia em íntima comunhão com sua condição de homem negro, pobre e andarilho. Dizia que não gostava dos alunos de uma determinada escola da capital, porque não eram educados, mas gostava dos alunos de um outro colégio da cidade. Era homossexual e apreciava sair com alunos de um determinado colégio em desfiles pelas ruas da cidade e brincava continuamente com as crianças que encontrava pelo caminho.
“Só dosto de menino do tolégio”, proclamava em alto som em sua língua presa.

Era conhecido por não largar seu leque e devido à língua presa ao falar, deixou um jargão que ninguém esquece: “Só dosto de menino do tolégio!”. 


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