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Cuiabá, Dezembro de 2017

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Academia Mattogrossense de Letras

Ao contrário do que se acredita, Lorem Ipsum não é simplesmente um texto randômico. Com mais de 2000 anos, suas raízes podem ser encontradas em uma obra de literatura latina clássica datada de 45 AC.

Academia Mattogrossense de Letras

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Após o declínio da Associação Literária Cuiabana, fundada em 21 de outubro de 1884, instituição cultural que fomentava a leitura em Cuiabá, surgiu o Centro Mattogrossense de Letras. 

Fundado em 22 de maio de 1921, as sessões aconteciam inicialmente no Palácio da Instrução. A carta de convocação para a primeira reunião foi assinada por José de Mesquita, João Barbosa de Faria e Lamartine Mendes. A sessão de instalação deu-se no dia 7 de setembro de 1921, no salão nobre do Palácio da Instrução.

Em 15 de agosto de 1932, o Centro Mattogrossense de Letras transformou-se em Academia Mattogrossense de Letras, em decorrência da atualização aprovada pelos membros da casa, obedecendo o modelo da Academia Francesa e, depois, da Academia Brasileira de Letras.

A cerimônia de instalação deu-se no dia 7 de setembro do mesmo ano.

Além dos fundadores iniciais, foram admitidos como sócios para ocupar as primeiras cadeiras: Ana Luiza da Silva Prado, Antonio Fernandes de Souza, Augusto Cavalcanti de Mello, Joaquim Gaudie de Aquino Corrêa, José Magno da Silva Pereira, José Raul Vila, Leovigildo Martins de Mello, Manuel Pais de Oliveira, Manuel Xavier Pais Barreto, Otávio Cunha, Palmiro Pimenta e Ulisses Cuiabano.

O Centro Mato-Grossense de Letras foi fundado no governo do arcebispo D. Francisco de Aquino Corrêa (1918-1922), grande incentivador das artes, da literatura e da pesquisa da história regional.

A entidade representou um marco na consolidação literária propriamente mato-grossense.

"Nesse prédio da rua da Esperança foi que conheci, já em pleno declínio, a histórica sociedade, que se pode considerar a primeira tentativa de coordenação cultural em Mato Grosso. Devo-lhe, posso dizer com segurança, a minha iniciação literária, feita precocemente aos 12 anos. Lembro-me, como si fosse ontem. Íamos a noite, pelas sete horas, trocar os livros já lidos, por outros. Na meia sombra daquele canto de rua, com um acentuado aspecto colonial, em que um lampeão de querosene punha a sua claridade baça, destacava-se, imenso para a minha imaginação juvenil, o salão da Biblioteca. Aquelas sortidas noturnas, no recolhido ambiente da Cuiabá de antanho, tinham para mim o mistério velado de uma aventura. Às vezes, encontrávamos ainda fechado o salão e era preciso esperar a chegada do porteiro, o velho João Agostinho Martins, por automásia o Candimba.
O que não li, ou melhor devorei, com esse apetite insaciável da adolescência, durante dois anos ou três em que fomos assinantes da Associação Literária! Todo Macedo, Alencar, Dumas, Montépin, Ponson, Escrich, para falar somente nos de maior vulto, passaram-me pelas vistas e pela imaginação enfebrecida..."

 

(José de Mesquita. A Academia Mato-grossense de Letras (Notícia histórica), 1941). Fonte: Academia Mato-grossense de Letras

 

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