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Cuiabá, Novembro de 2019

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Seo Pedroso, o mais antigo alfaiate de Cuiabá ainda corta com estilo

Poconeano e com 97 anos de idade, o mais antigo alfaiate de Cuiabá é poconeano e veio para cá no início do século XX

Seo Pedroso, o mais antigo alfaiate de Cuiabá ainda corta com estilo

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Construiu sua casa na rua 24 de outubro, local da alfaiataria. Os exercícios físicos praticados desde jovem foi o segredo de sua vitalidade. O amor pela profissão desde os 12 anos e o guaraná ralado foram outros ingredientes que seo Pedroso nunca excluiu da rotina.

Jogou no time do Comércio Esporte Clube em1938, do saudoso Manoel Soares de Campos, irmão do ex-governador Frederico Campos. Como jogador, nosso personagem foi meia-esquerda e se tornou dombosquino e flamenguista de carteirinha.

Roupas, ternos e gravatas feitas caprichosamente pelo alfaiate já desfilaram no corpo de vários governadores como Fernando Corrêa da Costa, José Fragelli, Jayme Campos, Frederico Campos e Jerônimo Santana, do estado de Rondônia. Mas a primeira peça de roupa que seo Pedroso fez em Cuiabá foi uma calça e paletó para Valfrido Neves, mais conhecido por Coca, irmão do Bugre, do bar que existiu no cruzamento da avenida Getúlio Vargas com a Pedro Celestino.

Outros clientes como Gervásio Leite, pai de Marília Beatriz, atual presidente da Academia Mato-grossense de Letras, Pedro Maciel, Augusto Mário Vieira e família Curvo, entre outros, fazem parte da coletânea de bons amigos e clientes que seo Pedroso não esquece.

Na época, os tecidos importados usados na alfaiataria como os de linho SS 120, o Tropical inglês e os da França eram os mais disputados. Sempre afirmou que tudo era comprado em São Paulo, da empresa Vicuña e Elizabeth. Conseguia comprar mais barato aqui somente quando os hóspedes-aviadores de João Balão, do Hotel Santa Rosa, lhe traziam sob encomenda.

Ao final da entrevista, seo Pedro afirmou estar 'encucado' com uma matemática que, segundo ele, não conseguia decifrar: "aposentei-me ganhando vinte salários mínimos e hoje não entendo por que só recebo cinco. Em 1980 comprei um carro da Wolkswagen por apenas 750 cruzeiros e haja dinheiro nos dias de hoje para poder comprar um da mesma linha. O negócio tá dificil’. Despedimo-nos.

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