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Cuiabá, Novembro de 2019

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Senador Azeredo

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Senador Azeredo

A escola que leva o nome do ilustre senador, era conhecida como Peixe Frito, referência ao lanche levado pelos estudantes para comerem no horário da merenda. É um marco na sociedade cuiabana desde o início do século XX.

O senador Antônio Francisco de Azeredo, nascido em Cuiabá a 22/08/1861, faleceu no Rio de Janeiro em 8 de março de 1936

Foi o único político brasileiro a presidir o Senado Federal durante 15 anos, de 1915 a 1930.

De origem modesta, tentou ser militar e passou para a Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Com acentuado pendor para as lides jornalísticas desde jovem, escreveu em pequenos jornais de Cuiabá e fez o mesmo em jornais do Rio de Janeiro, aproximando-se do Conselheiro Rui Barbosa, seu mestre e amigo, que o conduziu para o primeiro jornal republicano carioca, "Tribuna Rosada", onde foi redator-secretário.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro em 1895 e colaborou na "Gazeta da Tarde", de José do Patrocínio, como redator-principal. Em 1889 adquiriu o "Diário de Notícias", e entregou a redação à responsabilidade do seu grande amigo e maior mestre do jornalismo brasileiro, Rui Barbosa. Participou do grupo em que se destacaram nomes como os dos jornalistas Quintino Bocaiúva, Benjamim Constant, Lauro Sodré, Euclides da Cunha e outros.

Com a Proclamação da República, o ilustre cuiabano foi eleito representante do Estado de Mato Grosso no Congresso Nacional Constituinte e deputado federal na primeira legislação ordinária, ocupando as funções de primeiro secretário. Com a renúncia do cuiabano Joaquim Murtinho, que foi nomeado ministro da Viação, foi eleito senador da República, cargo que ocupou por mais de 40 anos. Com a morte do senador Pinheiro Machado, o vice-presidente Antonio Francisco de Azeredo assumiu a presidência do Senado Federal e no cargo ficou até ser afastado pela Revolução de 1930, que dissolveu o Congresso Nacional e implantou no Brasil um regime ditatorial.

Em "Galeria dos Varões Ilustres de Mato Grosso", o professor Nilo Póvoas exalta o grande senador Antonio Francisco de Azeredo: "Nem a apaixonada oposição que por várias vezes lhe moveram a imprensa da sua terra e do Rio de Janeiro; nem o exílio a que o condenaram os puritanos que em 1930 assaltaram o poder, serão capazes de apagar o mérito desse brasileiro ilustre, cujas obras constituem monumentos do seu valor e títulos imperecíveis de grande benemerência".

 

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