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Cuiabá, Setembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

O Instituto Histórico de Mato Grosso

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No século XVI, Domingo Martinez Irala, Alvar Nuñez Cabeza de Vaca, Ulrich Schmidl, Hernando de Ribera e Antonio Rodrigues, autores das 5 únicas crônicas quinhentistas, relataram as conquistas e as primeiras penetrações espanholas, rio Paraguai acima, pelo território que mais tarde seria Mato Grosso.

Mato Grosso, desde os tempos coloniais, sempre foi rico em historia e em historiadores que , com muita propriedade, relataram as coisas de seu passado secular. E esses historiadores, juntamente com cronistas, governantes, cientistas, viajantes ocasionais, aventureiros de toda a ordem, dotados de uma paciente preocupação com o registro, souberam muito bem captar datas, acontecimentos e personagens, construindo assim, toda a base de nossa rica historiografia.

No século XVI, Domingo Martinez Irala, Alvar Nuñez Cabeza de Vaca, Ulrich Schmidl, Hernando de Ribera e Antonio Rodrigues, autores das 5 únicas crônicas quinhentistas, relataram as conquistas e as primeiras penetrações espanholas, rio Paraguai acima, pelo território que mais tarde seria Mato Grosso.

Nos primórdios cuiabanos, Cabral Camelo, Gervasio Leite Rabelo e Antonio Pires de campos foram os viajantes e sertanistas que primeiro deram noticias das coisas do passado mato-grossense; já nos meados do século XVIII, José Barbosa de Sá, nosso cronista pioneiro, ao lado de Joaquim da Costa Siqueira, Diogo Ordonhez, Felipe Nogueira Coelho, ordenaram cronologicamente e deram registro correto aos acontecimentos iniciais de nossa historia; em fins desse mesmo século, os engenheiros Ricardo Franco de Almeida Serra, Antonio Pires da Silva Pontes e Francisco José de Lacerda e Almeida, narram as suas viagens, observações e medições de fronteira pela então capitania de Mato Grosso.

O século XIX, foi enriquecido por uma quantidade de viajantes e cientistas ilustres, como Francis de La Porte Castelnau, Hercules Florence, Rodolfo Waeneldt, João Severino da Fonseca, Bartolomé Bossi, Bossi, Karl Von den Steinen, que produziram excepcionais registros sobre as suas respectivas passagens e estudos por terras mato-grossenses.

Ainda nesse período, despontou a figura erudita de Augusto Leverger, o Barão de Melgaço, autor de uma imensa e profunda obra do melhor nível cientifico, anotando-se ainda Luís d’Alincourt, Joaquim Ferreira Moutinho, Nicolau Nadariotti, Beaureoaine-Rohan, alem do Visconde de Taunay, com a sua extensa obra de registro de fatos acerca da Província de Mato Grosso, em especial sobre a Guerra do Paraguai.

Com relação ao Barão de Melgaço deve-se mencionar que foi ele o grande intelectual de Mato Grosso na segunda metade do século XIX. Oficial da Marinha Imperial brasileira, francês por toda a sua vida praticamente residiu em Cuiabá. Dedicou-se aos estudos da historia mato-grossense bem como as pesquisas cartográficas e hidrográficas do estado. Mais geógrafo do que historiador. Foi realmente o grande intelectual de Mato Grosso em sua época, e paradigma de toda uma geração subseqüente de historiadores que, alem de publicarem parte dos seus trabalhos, o enalteceram e o tornaram o grande patrono d historia e da geografia regional do estado no período imperial. Sem duvida, o Barão de Melgaço, homem simples apesar de 5 vezes Presidente da Província de Mato Grosso, reuniu em torno de si, mesmo depois de morto, uma legião de intelectuais dispostos a cultuar a sua memória, e que terminaram por fundar, mais de trinta anos de pois de sua morte, i Instituto Histórico de Mato Grosso.

Em fins do século passado, começaram a despontar pesquisadores, mato-grossenses ou aqui radicados, como Vital Araújo, José Augusto Caldas, João Augusto Caldas, Miguel Palermo e Estevão de Mendonça, que ensaiaram sobre a nossa historia regional e deram os primeiros passos sobre a etnologia e lingüística de tribos mato-grossenses.

Já no inicio do século XX, seguindo a este ultimo mencionado,tivemos Antonio Fernandes de Souza, Virgilio Corrêa Filho, José Barnabé de Mesquita, João Barbosa de Faria, e ainda erudita figura de D. Francisco de Aquino Corrêa.

Todos esses, fossem meros aventureiros, viajantes, cientistas, pesquisadores, religiosos, militares ou funcionários burocratas, conseguiram por séculos, num esforço intelectual individual, embasar toda uma gama de conhecimentos a que se assenta hoje a geografia, a historia e a etnologia de Mato Grosso. 

 

Fonte: Paulo Pitaluga

 

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