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Cuiabá, Novembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

O cangaceiro arrependido

O cangaceiro arrependido

Em “O cangaceiro arrependido” (1928) temos a ficcionalização de um episódio histórico no Brasil do início do século XX, o cangaço.

Narrado em tom autobiográfico, a visão que se oferece é a oficial: o cangaço como sendo um bando de malfeitores que apavorava o interior do Nordeste, roubando e matando principalmente nas fazendas da região.

O narrador conta de quando era criança, num dia chuvoso o pai deu abrigo a um cavaleiro desconhecido. Ele e as outras crianças de longe começaram a fazer conjectura de que o homem deveria ser um cangaceiro e quando ele desatrela o cavalo, deixa à mostra suas armas, as crianças se aterrorizaram. O pai então conversa com o recém-chegado ao que confirma as suspeitas pela confissão do homem. Este pede proteção, pois se diz arrependido de todos os males praticados, por isso abandonou o grupo e por tal motivo se vê perseguido duplamente.

O pai do narrador por ver sinceridade nas palavras do cavaleiro, lhe oferece abrigo e no resto da noite ouve as palavras de seu interlocutor. Este lhe conta uma visão que teve de uma santa a qual lhe fez ver todos os males praticados e que ainda era tempo de se arrepender. Depois tira as armas, deposita na mesa um maço de notas dizendo para ser entregue à Santa Casa de Misericórdia para auxílio dos pobres.

Um ano se passa quando o narrador relata que a família fica sabendo notícias de Felisberto Antão, agora um próspero proprietário de um engenho de açúcar. Por fim, o leitor fica sabendo que o homem era o Relâmpago, um dos cangaceiros mais famosos dispersos do bando do lendário Lampião. O valor moral fica nítido ao final da narrativa com o conselho: “Regenerai-vos todos, ó malfeitores!!!”

Fonte:
Madalena Machado (Recortes extraídos de contos publicados no jornal A cruz, por Severino Queirós) 

 

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