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Cuiabá, Maio de 2019

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Almanaque Cuiabá

O Brilho da maior casa de Espetáculo

O Brilho da maior casa de Espetáculo

Chegada dos 15 artistas para os 15 anos de Sayonara e de 250 anos de aniversário de Cuiabá, no aeroporto Marechal Rondon. Destaque para Nazi Bucair saindo do aeroporto abraçado com o cantor Waldick Soriano (lado direito da foto)

Em japonês, a palavra sayonara significa despedida, mas não tem nada a ver com a Casa de shows, fundada por seo Nazi Bucair, um descendente árabe de semblante fechado e de bigode frequentemente aparado.

A boate Sayonara entrou para a história como a melhor casa de espetáculos do Centro-Oeste brasileiro.

Arrancar um sorriso dele era difícil, mas bondade no coração tinha de sobra. A origem da denominação Sayonara veio das letras iniciais do nome de parentes de Nazi, como mostra o anagrama:

SA - veio de seu irmão SAMIR,

YO - veio de seu pai YOSSEF,

NA – veio de NAZI e NAZIRA, sua irmã,

RA – veio de RAMIS, seu outro irmão.

Nazi não pretendia construir em sua simples área de lazer o que acabou virando boate. Ali foi palco de apresentações de mais de mil artistas, entre eles Roberto Carlos, Waldick Soriano, Beth Carvalho, Vera Fischer, Cauby Peixoto, Emilinha Borba, Paulinho da Viola, Clara Nunes,  Wanderlei Cardoso, Jair Rodrigues, Grande Otelo, Ronald Golias, Martinho da Vila, Agnaldo Rayol, Carmem Silva, Fafá de Belem, Ângela Maria, Jerry Adriani, Alcione, Juarez Silva, Ronnie Von, Márcio Greyck, Sérgio Reis, Altemar Dutra e Lindomar Castilho, entre outros. Havia também espaço para os músicos da terra. China e Penha, que badalavam as noites cuiabanas, sem falar da dupla Juarez Silva e Marcinha, além do grande músico e compositor, Neurozito.

Em abril de 1969, a cidade ficou em festa quando o avião da empresa Vasp pousou no aeroporto Marechal Rondon, trazendo de uma só vez 15 cantores para a festa de aniversário de 15 anos da boate Sayonara e de 250 anos da cidade de Cuiabá. O local recebeu ainda visitas ilustres de presidentes da República: Costa e Silva, Jânio Quadros, Emílio Garrastazu Médici e João Goulart.

Na voz do radialista Ivo de Almeida, podia ouvir a contagiante vinheta musical que instigava o ouvinte a frequentar a boate. O refrão era assim tocado: ‘Se você não vai, amor, eu vou, vou a Sayonara, seja como for...’

Hoje, Sayonara existe apenas na lembrança. Até o rio Coxipó que sempre preparava sua onda para receber os convidados já não jorra mais quase nada. Antes de partir e sob lágrimas, Nazi Bucair acompanhou indefeso os braços das máquinas que - sem piedade - derrubaram  os últimos tijolos de sua criação. Adeus, Nazi! Adeus, Sayonara!

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