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Cuiabá, Maio de 2019

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Almanaque Cuiabá

Liu Arruda

Liu Arruda

Ícone da cultura mato-grossense, Liu Arruda eternizou alguns personagens como a Comadre Nhara, Juca, Sinhá Dedê, Ramona, Gladstone e Sandoval

Liu Arruda é na verdade Elonil de Arruda. Filho de Nilson de Arruda e Tanita Marques de Pinho Arruda era o caçula e o único cuiabano entre os dez filhos do casal. Deu o ar da graça no mundo dia 30 de maio de 1957 e, desde então, esbanjou criatividade e inteligência por onde passou. Mesmo criança, seu raciocínio era rápido e tinha sempre bons argumentos.

Sua destreza com as palavras e as pessoas é confirmada pela irmã mais velha, Cleuza Adjacira Helena de Arruda. Tinha alguns autores preferidos como Fernando Pessoa, Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino e Clarice Lispector. Apesar de danado não era um garoto brigão. Sua veia artística foi herdada da avó que tocava bandolim e violão, além da mãe que chegou a fazer teatro durante a juventude. Da mãe, Liu Arruda também herdou o senso de humor, uma das suas características mais marcantes.

Estudou Comunicação Social na área de Propaganda, na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Na cidade maravilhosa morou com amigos e foi constantemente amparado financeiramente pela irmã Ceila, que na época ganhava razoavelmente bem pelas suas apresentações como cantora na antiga e famosa casa noturna cuiabana Sayonara, no bairro Boa Esperança.

No final dos anos 90, Liu adoeceu e a saúde piorou ainda mais quando contraiu uma infecção depois de fazer uma lipoaspiração. Queria estar em forma para encarnar a personagem Ramona nos palcos. Ele foi internado e morreu em outubro de 1999.

Roupas e objetos de Liu Arruda estão guardados no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá, da Secretaria Municipal de Cultura. O Museu fica localizado na Rua Voluntários da Pátria, na esquina com a Rua Sete de Setembro, no centro da capital.

  O artista também trabalhou por 10 anos como professor no colégio Pernalonga, em Cuiabá, dando aulas de Educação Artística, Teatro e Redação. Foi ainda repórter da TV Centro América, filiada da Rede Globo na capital mato-grossense, por um curto período.          

Liu Arruda era sistemático e extremamente profissional em todos os seus trabalhos. Em meados dos anos 90 ele abriu o bar Teatro de Varanda, que depois passou a se chamar Nó de Cachorro. O local era palco de espetáculos e a ideia era dar oportunidade aos artistas regionais a apresentarem suas peças à sociedade cuiabana, sem distinção de classe social. O objetivo era popularizar as manifestações culturais. O ator fez muito sucesso quando foi garoto propaganda do antigo supermercado Trento Junior. Liu também participou das novelas O Campeão, da TV Bandeirante e A Lenda, da extinta TV Manchete. Também fez uma breve participação na novela da TV Globo Suave Veneno e, ainda, lançou o CD Ocê Qué Vê, Escuta, com catorze faixas, sete músicas e sete piadas. Era unanimidade entre os cuiabanos e amigos de muita gente importante da cidade. A personagem Comadre Nhara, resultado da parceria entre o ator e o diretor Chico Amorim, foi a mais querida da população da cidade e chegou a ganhar coluna de jornal impresso e programa de televisão.

Liu Arruda faleceu no dia 24 de outubro de 1999, aos 42 anos, na Santa Casa de Misericórdia, na Capital.

Personagens representados por Liu
Começou a trabalhar na década de 80, quando retornou a Cuiabá depois de morar e estudar no Rio de Janeiro. Foi nos anos 90 que ele chegou ao auge da carreira, atuando no teatro e fazendo shows em bares da capital mato-grossense.

Nhara
Dama da sociedade, Nhara era a típica cuiabana sem papas na língua e seu alvo eram os políticos do Estado e suas respectivas esposas. Junto a Chico Amorim, o ator deu vida a uma família imaginária onde, além de Nhara, participavam seu esposo Compadre Juca e os filhos Ramona e Gladstone. Vivia 'espiando' as pessoas pela janela de casa.

Juca
Juca retratava o homem cuiabano e Liu Arruda dizia ter se inspirado no próprio pai para compor o personagem.

Dedé
A personagem que Liu encarna para contar as histórias é a Redugera, mais conhecida como Dedê, uma empregada doméstica que antes era coadjuvante nas apresentações, mas que nesse espetáculo tornou-se protagonista.
Ela é a típica funcionária que fuça bolsas de madames e bolsos de cavalheiros para ver se encontra algum objeto que possa dar início a uma fofoca. Dedê aprendeu a ler no Mobral com o único objetivo de não perder nenhum bafão. Praticou a leitura em bula de remédios e em panfletos distribuídos nas ruas da cidade, passando a ler colunas sociais de todos os jornais. Ela é influente na classe das domésticas, já que é íntima de todas as funcionárias dos ricos e famosos da Capital e sabe tudo que acontece por cima e por baixo dos panos.

Ramona
Com uma peruca loira, Liu se travestia de Ramona, uma garota cuiabana que queria fazer tudo para estar na moda. 

Gladstone
Já Gladstone era um hippie hilário criado pelo artista.

 

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