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Cuiabá, Novembro de 2019

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Limites Estaduais

Limites Estaduais

Em 1918 foi marcada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e pela Liga da Defesa nacional, uma Conferencia de Limites Interestaduais, junto ao 6º Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizaria em Belo Horizonte a 7 de setembro de 1919.

Sempre houve uma histórica pendência de limites, representada por uma disputa territorial, entre os estados de Mato Grosso e Goiás, relativa à uma faixa de terras situada na região das cabeceiras do Rio Araguaia. Sem duvida era essa uma disputa secular.

Em 1918 foi marcada pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e pela Liga da Defesa nacional, uma Conferencia de Limites Interestaduais, junto ao 6º Congresso Brasileiro de Geografia, que se realizaria em Belo Horizonte a 7 de setembro de 1919.

Instado a participar da conferencia pelas três instituições patrocinadas, o governo de dom Aquino Corrêa percebeu ser esse o momento apropriado para tenta-se resolver de forma definitiva o impasse da disputa de limites mato-grossenses. E o governo de Mato Grosso designou, em inicio de 1919, como seus representantes, Candido Rondon e João Barbosa de Faria. Decididamente dois nomes de peso na geografia nacional.

Esse representantes mato-grossense, estudando e pesquisando com afinco a questão de limites e sua evolução desde os tempos coloniais, redigiram uma competente  Memória a respeito das fronteiras goianas, que seria apresentada no Congresso de Geografia aos delegados de Goiás. Tal trabalho foi publicado em dois volumes, um com texto e documentos e outro, Atlas, com a evolução cartográfica desde os tempos coloniais.

Tal posição governamental veio refletir diretamente sobre os membros da Comissão do Bi-Centenário, que viram no fato, mais um motivo para a criação imediata do Instituto Histórico de Mato Grosso, em especial, constatando a participação direta do Instituto mineiro no patrocínio da conferencia. E pendências de limites co vários estados vizinhos era o que não faltava para Mato Grosso na época, cujo governo sempre deveria contar com pesquisas de historiadores competentes e o respaldo de um Instituto Histórico e Geográfico respeitado.

Tal era a preocupação e a importância dada a tal tema, que um dos membros da Comissão Central, Philogonio de Paula Corrêa, lançou ainda em 1919 um opúsculo Limites de Mato Grosso com Goiás, posteriormente publicada  no tomo nº V de 1921 da Revista do Instituto. João Barbosa de Faria, um dos membros da Comissão, na própria Conferencia de Limites apresentou um seu trabalho Limites Orientais de Mato Grosso,  mais tarde publicado no tomo VIII, ano IV, de 1922 da mesma Revista mencionada.

  1. Aquino Corrêa, percebendo a oportunidade que e apresentava, debruçou-se sobre a matéria e produziu também uma interessante monografia, A Fronteira Mato Grosso – Goiás.

            Tal seja, os historiadores e geógrafos de Mato Grosso, preocupados com o problema, pesquisando e estudando essa delicada questão, produziram vários trabalhos sobre a evolução geográfica dessa contestada fronteira mato-grossense.

            Em 6 de agosto de 1919, o Presidente do estado convidou o Senador Antonio Francisco de Azevedo para chefiar a delegação de Mato Grosso.

            A posição mato-grossense, no caso, defendida por Rondon e especialmente por João Barbosa de Faria, o autor de fato da referida Memória, seria encampada de forma global pelo Instituto Histórico de Mato Grosso, inclusive, tornando a ambos sócios da sociedade que em 1919 se fundaria.

            Durante todo o ano de 1918 e parte de 1919, os membros historiadores da Comissão do Bi-Centenário acompanharam detalhadamente, junto a D. Aquino Corrêa e João Barbosa de Faria, o desenrolar das pesquisas e elaboração das respectivas monografias sobre os limites goianos. Realmente esse interesse, tanto histórico como publico, por parte desse membro da Comissão, bem como a necessidade de pesquisas institucionais acatadas e respeitadas, reforçou-os à consolidação da idéia da criação do Instituto Histórico.

            Quando da Conferencia de limites Interestaduais, em setembro de 1919, já estava o Instituto Histórico de Mato Grosso devidamente instalado e em  plena atividade, tendo já inclusive divulgado a citada monografia de D. Aquino sobre a questão de limites com Goiás, oficializando assim, pelo trabalho de seu Presidente, a firme posição da recém criada sociedade histórica, acerca do litigioso problema de fronteiras estaduais.

 

Fonte: Paulo Pitaluga

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