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Cuiabá, Maio de 2019

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Do Clamor das Ruas é que veio o dia do Trabalho

Do Clamor das Ruas é que veio o dia do Trabalho

Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores. E, em 1890, os trabalhadores conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.

 A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888.

Naquele sábado de 1 de maio de 1886, centenas de trabalhadores saíram às ruas em manifestação pacífica, exigindo a redução da jornada de treze para oito horas de trabalho.

A polícia reprimiu a manifestação, dispersando a concentração, depois de ferir e matar dezenas de operários, em Chicago, nos Estados Unidos. Após quatro dias, os operários voltaram às ruas e foram novamente reprimidos: 8 líderes presos, 4 trabalhadores executados e 3 condenados à prisão perpétua. 

A luta não parou e a solidariedade internacional pressionou o governo americano a anular o falso julgamento e a elaborar novo júri, em 1888. Resultado: os membros do jurado reconheceram a inocência dos trabalhadores, culparam o Estado americano e ordenaram que soltassem os 3 presos.

Em 1889 o Congresso Operário Internacional, reunido em Paris, decretou o 1º de Maio, como o Dia Internacional dos Trabalhadores. E, em 1890, os trabalhadores conquistaram a jornada de trabalho de oito horas.

No Brasil, a primeira celebração da data de que se tem registro ocorreu em Santos, em 1895, por iniciativa do Centro Socialista, entidade fundada em 1889 por militantes políticos como Silvério Fontes, Sóter Araújo e Carlos Escobar.

A data foi somente consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925, quando o presidente Artur Bernardes baixou um decreto instituindo o 1º de maio como feriado nacional.  Em 1940, o presidente Getúlio Vargas aproveita a data e institui o salário mínimo.

No ano seguinte foi criada a Justiça do Trabalho, destinada a resolver questões judiciais relacionadas, especificamente, às relações de trabalho e aos direitos dos trabalhadores, em plena Segunda Guerra Mundial. Hoje a data serve como protesto e comemoração. E, como afirma Elifas Andreatto, irmão do nosso saudoso repórter fotográfico Nenê Andreatto, em seu almanaque Brasil: Uma coisa é certa - no Dia do Trabalho, ninguém trabalha.

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