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Cuiabá, Novembro de 2019

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Almanaque Cuiabá

Carnaval cuiabano era contagiado pela irreverência de Jejé de Oyá, patrono do colunismo

Carnaval cuiabano era contagiado pela irreverência de Jejé de Oyá, patrono do colunismo

A primeira Escola de Samba de Cuiabá foi a Deixa Cair, que trazia para a avenida moças com muita beleza e pouca roupa, vindas de boates cuiabanas e cariocas, sob a batuta de Beto e China, seus grandes idealizadores

Beto era servidor do INPS e contou com apoio de Zappa, Olinto Neves (irmão de Gabriel Novis Neves), Edmundo Barriga, Carioca entre outros.

No quesito grupo de carnaval, os cuiabanos sempre obtiveram boa nota. Tem-se notícia que em 1861, foi criada a primeira sociedade carnavalesca de Cuiabá: “Sociedades Dançantes”, formada por vários clubes como Clube Democrático (1889); Clube Saraus das Pérolas (1892); Clube 7 de Setembro (1910); Clube dos escovados; Clube dos resistentes; Clube Mé Coado; Clube Internacional e o Clube Teatro e Cinema Amor à Arte. Tinha cunho social voltado ao lazer e promovia saraus, bailes e aquecia o carnaval cuiabano.

O CORSO
Com a chegada dos automóveis em Cuiabá, os foliões lançaram o carnaval motorizado, batizado pelo nome de “O Corso”, antiga denominação para os desfiles de carruagens. Tal atividade carnavalesca existiu até o começo dos anos 60. Nos anos seguintes os cordões carnavalescos e as escolas de samba tomaram conta da modernidade.

A PRIMEIRA ESCOLA DE SAMBA DE CUIABÁ
A primeira Escola de Samba do Carnaval cuiabano foi a “Deixa Cair”, criada em 1971 e comandada pelos cariocas Beto e China que passaram os conhecimentos do ritmo da Bateria trazido do Rio de Janeiro. Beto era servidor do INPS e contou com apoio de Zappa, Olinto Neves (irmão de Gabriel Novis Neves), Edmundo Barriga, Carioca entre outros. Os instrumentos utilizados eram: Tamborim, Repinique, Agogô, Tarau, Contra-Surdo, Reco-Reco e Treme-Terra de marcação. Logo já tinham os primeiros batuqueiros cuiabanos juntamente com os jogadores do Mixto, que faziam a composição da bateria.

Não podemos esquecer do grande carnavalesco da escola, vereador Wilson Diniz, que agitava na organização e do senhor João Balão, proprietário do tradicional Hotel Santa Rosa, que foi um dos maiores apoiadores e incentivadores do carnaval cuiabano.

A Deixa Cair tinha como grande destaque as dançarinas da escola, as moças com muita beleza e pouca roupa, que eram das boates das noites cuiabanas e das boates cariocas.
Era samba no pé e explosão no carnaval de rua de Cuiabá.

O PRIMEIRO DISCO
Das cordas do violão de Donga nasceu o samba como o conhecemos hoje. Prece, na raiz da palavra africana, o gênero musical estava ainda preso à tradição das religiões afro-brasileiras que o compositor conheceu na infância, no Rio de Janeiro.

Ernesto Joaquim Maria dos Santos nasceu em 5 de abril de 1889. Sempre foi Donga, apelido familiar desde menino. Exceto por um curto período, em 1914, quando usou o nome Zé Vicente para participar do Grupo de Caxangá. Em 1917, gravou o primeiro disco de samba da história: "Pelo Telefone", registrado em nome de Donga e Mauro de Almeida, gravado pela Odeon – Rio de Janeiro. Em 25 de setembro de 1974 o pioneiro do samba morreu no Rio de janeiro.

A primazia do disco tocado em Cuiabá credita-se à Rádio A Voz do Oeste do ilustre poeta, musicista, professor e técnico em radioeletricidade, João Jacob, o Jercy Jacob.

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