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Cuiabá, Maio de 2019

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Almanaque Cuiabá

Bondinho da Mandioca andava sobre trilhos e tinha tração animal

Banco de Dados/AC
Bondinho da Mandioca andava sobre trilhos e tinha tração animal

Em cada bonde havia um cocheiro e um cobrador-condutor. O preço da passagem era de $200 réis.

A estação de bondes da Companhia Progresso Cuyabano era situada no casarão de esquina da rua 13 de Junho, que dá frente para a capela do Asilo Santa Rita.

Destaque para os comerciantes Joaquim de Matos e Manoel Monteiro, que deram o pontapé inicial com um capital de noventa contos de réis.

No final do século XIX, mais precisamente a partir do ano de 1871, a população cuiabana sofria muito para ter que percorrer quase 2 quilômetros da conexão Centro - Porto.

Para fazer esse percurso os moradores faziam uso de cavalo ou carroça ou iam a pé, adiante das ruas de pedra bruta e constantes nuvens de poeira. Era um sofrimento diário.

Essa turbulência já estava com os dias contados. Sem precisar do poder público e com apoio de comerciantes, alguns cuiabanos, criaram em 1889 a “Companhia Progresso Cuyabano”. Destaque para os comerciantes Joaquim de Matos e Manoel Monteiro, que deram o pontapé inicial com um capital de noventa contos de réis.

Dois anos após, surge a linha de bondes puxados por burros, construída em trilhos de ferro ligando os dois extremos: Porto (Cais) ao Largo da Mandioca (atual Praça da Mandioca ou Conde de Azambuja). O trajeto Porto-Centro incluía as ruas 15 de Novembro e 13 de Junho, contornando a praça da República, o jardim Alencastro e a rua 11 de Julho (atual Pedro Celestino).

Outro ramal seguia as ruas Primeiro de Março (Galdino Pimentel) e 7 de Setembro até o Largo da Mandioca.

A estação de bondes da Companhia Progresso Cuyabano era situada na rua 13 de Junho, hoje, esquina com a avenida Dom Bosco (dava frente para a capela do Asilo Santa Rita).

Em cada bonde havia um cocheiro e um cobrador-condutor. O preço da passagem era de $200 réis. No século XX, o 'velho e polêmico bondinho' foi aposentado, cedendo lugar às jardineiras, que já levavam os passageiros até a ponte de ferro, do Coxipó, e aos carros de aluguel, lançados durante as comemorações do bicentenário de Cuiabá no governo do presidente dom Francisco de Aquino Correa.

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