Assine e receba a edição em casa

Vídeo Institucional

Cuiabá, Setembro de 2019

Expediente Login
Almanaque Cuiabá

A parábola da eternidade

A parábola da eternidade

No conto “A parábola da eternidade” (1942) Cesário Prado pela voz de um pregador faz uma releitura bíblica do ensinamento de não julgar conforme as aparências.

Um viajante sai pelo caminho numa região montanhosa e fria, andando a pé, rumo a uma povoação do outro lado da montanha. No percurso a cerração impedia a visão, junto dos pinheiros, penedos que formavam uma espécie de paredão. Por vezes o sol aparecia fazendo da vegetação um jogo de claro e escuro, nisso qualquer obstáculo à frente tomava ares de monstro fazendo o caminhante ficar apavorado.

Assim, caminhando mais um pouco e o que parecia tão horridamente, com a menor distância foi parecendo um animal comum na sua terra, talvez um urso; mais de perto ainda pôde verificar que não era uma fera como imaginava e sim um homem agasalhado numa ampla capa e capuz. Poderia ser um salteador, mas também um outro viajante como ele, caminhando em sua direção foi tomado de surpresa quando o viajante reconheceu naquele homem o seu irmão.

Então, conclui o pregador, não podemos nos deixar levar pelas aparências, sendo o melhor é vivermos nessa terra como irmãos, peregrinos enquanto não alcançamos a povoação do outro lado, já em outro país.

 

Fonte:
Madalena Machado (Recortes extraídos de contos publicados no jornal A cruz, por Cesário Prado)

    Compartilhe

  • Compartilhar no Facebook
  • Compartilhar no Google Plus
  • Compartilhar no Twitter

Olá, deixe seu comentário para A parábola da eternidade

Enviando Comentário Fechar :/